Estou com sintomas de gripe. Vale a pena fazer o teste de influenza?

Febre, tosse, dor no corpo, cansaço e dor de garganta podem fazer alguém concluir rapidamente: “estou com gripe”.

Mas esses sintomas não são exclusivos da influenza. Outros vírus respiratórios, incluindo SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório, podem produzir quadros semelhantes. O próprio Ministério da Saúde destaca a semelhança das manifestações clínicas entre diferentes agentes respiratórios.

É nesse contexto que o teste de influenza pode ser útil.

A resposta, porém, não é que toda pessoa com sintomas de gripe precisa obrigatoriamente fazer o teste. A utilidade do exame depende do momento da doença, da gravidade, dos fatores de risco e de quanto o resultado pode modificar uma decisão clínica.

Dá para saber se é influenza apenas pelos sintomas?

Nem sempre.

Entre os sintomas mais comuns da influenza estão:

  • febre;
  • tosse;
  • dor de garganta;
  • dor no corpo;
  • dor de cabeça;
  • calafrios;
  • cansaço;
  • congestão ou secreção nasal.

O início pode ser súbito, mas a intensidade varia entre as pessoas.

O problema é que nenhum desses sintomas funciona como uma “assinatura” exclusiva da influenza.

Por isso, dizer “pela dor no corpo, tenho certeza de que é gripe” ou “não tive febre, então não pode ser influenza” simplifica demais uma situação que pode exigir uma avaliação mais ampla.

Quando o teste de influenza pode ser útil?

A testagem ganha valor principalmente quando saber qual vírus está envolvido pode mudar a condução do caso.

As diretrizes da Infectious Diseases Society of America (IDSA) recomendam considerar a testagem especialmente quando o resultado pode influenciar decisões sobre tratamento, outras investigações ou manejo de pessoas com maior risco de complicações. Para pacientes hospitalizados com suspeita de influenza, os testes moleculares são preferidos.

Na prática, a importância do teste pode aumentar quando há:

  • maior risco de complicações;
  • piora de uma doença crônica durante o quadro respiratório;
  • suspeita de pneumonia ou outra complicação;
  • necessidade de internação;
  • dúvida diagnóstica que pode alterar a conduta.

Em uma pessoa saudável com sintomas leves, por outro lado, nem sempre identificar laboratorialmente o vírus mudará o tratamento.

A decisão não deve ser automática.

Qual é o melhor momento para fazer o teste?

Quando a testagem é indicada, quanto mais próxima do início dos sintomas for a coleta, maior tende a ser a chance de detectar o vírus nas vias respiratórias.

O CDC orienta que a amostra seja coletada o mais próximo possível do início da doença, idealmente nos primeiros três a quatro dias.

Isso acontece porque a quantidade de vírus presente nas vias respiratórias costuma ser maior nos primeiros dias e tende a diminuir posteriormente.

Mas passar desse período não significa automaticamente que “não adianta mais testar”.

Testes moleculares podem detectar material genético do vírus influenza por períodos mais longos do que testes de antígeno, e crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas também podem apresentar eliminação viral por mais tempo.

Como é feita a coleta?

A investigação laboratorial da influenza utiliza amostras respiratórias, e não um exame de sangue convencional.

A amostra pode ser obtida das vias respiratórias superiores, por exemplo por meio de swab nasal ou nasofaríngeo, conforme o método utilizado.

O tipo de material necessário depende do teste.

Por isso, não é adequado presumir que todos os exames para influenza utilizem exatamente a mesma coleta.

Teste rápido e PCR para influenza são iguais?

Não.

Existem diferentes métodos para detectar o vírus, com desempenhos diferentes.

MétodoO que pesquisaPrincipal característica
Teste de antígenoProteínas viraisResultado rápido, porém menor sensibilidade
Teste molecularMaterial genético viralMaior sensibilidade para detectar influenza

Os testes rápidos de antígeno podem fornecer respostas em poucos minutos, mas apresentam menor capacidade de detectar a doença quando comparados aos métodos moleculares.

Segundo atualização do CDC de junho de 2026, testes rápidos de antígeno possuem sensibilidade geralmente moderada, o que torna resultados falsamente negativos uma possibilidade relevante.

Já os testes moleculares, incluindo RT-PCR e outros métodos de amplificação de ácidos nucleicos, apresentam maior sensibilidade e especificidade para detectar influenza A e B em amostras respiratórias.

Isso não significa que uma pessoa deva escolher sozinha qual método realizar. O exame adequado depende da indicação e do contexto clínico.

Um teste negativo significa que não é influenza?

Não necessariamente.

Este é um dos pontos mais importantes na interpretação.

A chance de um resultado negativo realmente excluir influenza depende de fatores como:

  • método utilizado;
  • momento em que a amostra foi coletada;
  • qualidade da coleta;
  • quantidade de vírus circulando na comunidade;
  • local de onde a amostra foi obtida.

Os testes rápidos de antígeno têm menor sensibilidade que os testes moleculares. Por isso, especialmente quando a influenza está circulando intensamente, um resultado negativo pode ser falso-negativo.

Se a suspeita clínica continuar alta e confirmar a influenza for importante para a condução do caso, o profissional pode considerar investigação com um método molecular.

O resultado precisa ser interpretado junto com o quadro clínico, e não isoladamente.

E se o teste der positivo?

Um resultado positivo indica que o teste detectou influenza na amostra, respeitadas as características do método utilizado.

Mas há uma diferença importante entre detectar o vírus ou seu material genético e concluir que a pessoa continua transmitindo naquele momento.

O CDC explica que testes moleculares podem detectar RNA viral sem que isso necessariamente comprove a presença de vírus viável ou replicação viral ativa.

Por isso, um resultado positivo não deve ser usado sozinho para decidir retorno ao trabalho, fim de isolamento ou outras condutas.

Fiz a vacina da gripe. Ainda posso ter influenza?

Sim.

A vacina contra influenza reduz o risco de doença e, principalmente, de formas graves e complicações, mas não oferece proteção absoluta contra qualquer infecção.

Ter sido vacinado, portanto, não exclui influenza diante de sintomas compatíveis.

O CDC orienta que a decisão sobre testagem seja considerada independentemente do histórico de vacinação quando houver indicação clínica.

Preciso esperar o resultado para iniciar tratamento?

Em determinadas situações, não.

Esse ponto é especialmente importante para pessoas com maior risco de complicações e para quadros graves.

A Nota Técnica Conjunta nº 87/2026 do Ministério da Saúde mantém a recomendação de oseltamivir para todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e para casos de síndrome gripal associados a fatores de risco para complicações por influenza.

O documento reforça que o antiviral deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o começo dos sintomas e que o tratamento indicado deve ocorrer independentemente da confirmação laboratorial.

Portanto, em pessoas elegíveis ao tratamento, esperar pelo resultado do teste não deve atrasar uma intervenção necessária.

Quando procurar atendimento médico em vez de apenas fazer um teste?

Um teste identifica um agente. Ele não determina sozinho a gravidade da doença.

Procure avaliação diante de sinais como:

  • dificuldade para respirar;
  • piora importante do estado geral;
  • sinais de baixa oxigenação;
  • agravamento de doença crônica;
  • sintomas intensos em pessoa de maior risco;
  • necessidade de atendimento hospitalar.

O Ministério da Saúde destaca que a influenza pode evoluir com complicações, especialmente em grupos mais vulneráveis, incluindo crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com determinadas doenças crônicas ou condições de imunossupressão.

Nesses cenários, a prioridade é uma avaliação clínica adequada.

Afinal, quando vale a pena testar para influenza?

O teste é mais útil quando responde a uma pergunta que realmente pode mudar a decisão clínica.

É importante confirmar se os sintomas são causados por influenza?

O resultado modificará o tratamento ou outra investigação?

Existe maior risco de complicações?

O quadro apresenta sinais de gravidade?

A coleta está sendo realizada em um momento adequado?

Também é importante lembrar que um teste negativo, principalmente de antígeno, não exclui influenza em todas as situações.

E, quando existe indicação de tratamento precoce, o exame não deve atrasar o cuidado.

Para conhecer melhor os diferentes tipos de vírus influenza, você também pode consultar o conteúdo já publicado pelo Cevallos sobre Influenza A, B e C. Ler o artigo do Laboratório Cevallos

Precisa realizar teste para influenza?

O Laboratório Cevallos divulga a realização de testes para influenza em Divinópolis.

Se houve indicação para realizar o exame, entre em contato com a equipe para confirmar as orientações de coleta e atendimento.

WhatsApp: (37) 99130-0142

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Referências científicas

  1. Ministério da Saúde. Nota Técnica Conjunta nº 87/2026-SVSA/SAPS/SAES/SESAI/MS. Atualização sobre circulação de vírus respiratórios e manejo clínico de síndrome gripal e SRAG. Acessar documento oficial
  2. Ministério da Saúde. Gripe, influenza. Informações oficiais sobre sintomas, complicações, grupos de risco, tratamento e prevenção. Acessar página do Ministério da Saúde
  3. Centers for Disease Control and Prevention. Guide for Considering Influenza Testing When Influenza Viruses Are Circulating in the Community. Atualização vigente. Acessar orientação do CDC
  4. Centers for Disease Control and Prevention. Rapid Influenza Diagnostic Tests. Atualizado em 22 de junho de 2026. Acessar referência sobre testes rápidos
  5. Centers for Disease Control and Prevention. Molecular Assays for Diagnosis of Influenza Virus Infection. Atualizado em 30 de abril de 2026. Acessar referência sobre testes moleculares
  6. Infectious Diseases Society of America. Clinical Practice Guideline for Seasonal Influenza. Recomendações sobre indicação e métodos de testagem. Acessar diretriz da IDSA

Colesterol alto dá sintomas? Como saber se está alterado e quando investigar

Colesterol alto dá sintomas? Como saber se o resultado realmente preocupa?

Uma pessoa pode ter colesterol elevado e continuar se sentindo exatamente como sempre.

Essa é uma das principais características das dislipidemias: na maioria das vezes, não existem sintomas específicos que avisem que o colesterol está alto. A descoberta costuma acontecer por meio de um exame de sangue.

Mas encontrar um LDL destacado no laudo também não significa que todas as pessoas com aquele mesmo número tenham o mesmo risco.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025 reforça que a interpretação deve considerar o risco cardiovascular individual. A meta de LDL de uma pessoa de baixo risco, por exemplo, não é a mesma de alguém que já teve um infarto ou apresenta doença cardiovascular estabelecida.

Portanto, duas ideias são importantes desde o início:

sentir-se bem não significa que o colesterol esteja normal;

e um número alterado não deve ser interpretado isoladamente.

Colesterol alto dá algum sintoma?

Geralmente, não.

O colesterol elevado costuma permanecer silencioso durante anos. É por isso que esperar por cansaço, dor de cabeça, tontura ou algum outro sinal para decidir medir o colesterol não é uma estratégia confiável.

Quando aparecem manifestações como dor no peito ou dor nas pernas durante uma caminhada, elas podem estar relacionadas às consequências da aterosclerose, e não ao colesterol elevado funcionando como um sintoma direto.

A aterosclerose acontece quando há formação de placas nas paredes das artérias, comprometendo progressivamente a circulação. O excesso de partículas relacionadas ao LDL participa desse processo e está associado ao risco de eventos como infarto e acidente vascular cerebral.

É justamente por ser uma alteração frequentemente silenciosa que a avaliação laboratorial tem importância.

Qual exame mostra se o colesterol está alterado?

A avaliação é feita pelo perfil lipídico, exame de sangue que reúne diferentes informações sobre os lipídios circulantes.

Entre os principais componentes estão:

  • colesterol total;
  • LDL-c;
  • HDL-c;
  • triglicerídeos;
  • colesterol não-HDL.

Esses resultados não significam a mesma coisa e não devem ser avaliados como se fossem apenas diferentes versões do “colesterol total”.

LDL-c

O LDL é uma lipoproteína que transporta colesterol pela circulação. Quando há excesso de partículas aterogênicas por tempo suficiente, aumenta a possibilidade de deposição de colesterol nas paredes arteriais e de desenvolvimento de aterosclerose.

Por isso, o LDL é um dos principais alvos da prevenção cardiovascular.

HDL-c

O HDL participa do transporte do colesterol dos tecidos para outras etapas de processamento e eliminação.

É frequentemente chamado de “colesterol bom”, mas a interpretação atual é mais complexa do que simplesmente considerar que “quanto maior, melhor”. A prevenção cardiovascular não é feita tentando elevar isoladamente o HDL enquanto se ignora o restante do risco.

Triglicerídeos

Triglicerídeos são outra forma de gordura presente no sangue e funcionam como importante reserva de energia.

Seus níveis podem ser influenciados por alimentação, álcool, peso corporal, diabetes e outras condições metabólicas. Quando muito elevados, merecem atenção também pelo risco de complicações além da aterosclerose.

Existe um valor de LDL considerado normal para todo mundo?

Não.

Esse é um dos pontos mais importantes para compreender um resultado de colesterol em 2026.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 estabelece metas de LDL conforme a categoria de risco cardiovascular.

Risco cardiovascularMeta de LDL-c
Baixoabaixo de 115 mg/dL
Intermediárioabaixo de 100 mg/dL
Altoabaixo de 70 mg/dL
Muito altoabaixo de 50 mg/dL
Extremoabaixo de 40 mg/dL

Esses valores não devem ser utilizados para que a pessoa classifique a si própria.

A categoria de risco depende de informações clínicas e pode considerar idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, doença cardiovascular prévia e outros fatores.

Isso explica por que duas pessoas com LDL de 105 mg/dL, por exemplo, podem receber interpretações diferentes.

Para uma delas, aquele resultado pode estar dentro da meta definida.

Para outra, pode permanecer acima do objetivo necessário.

O exame fornece o número. O contexto determina o significado daquele número.

Por que o LDL recebe tanta atenção?

Porque a relação entre redução do LDL e diminuição do risco cardiovascular é sustentada por um grande conjunto de evidências.

A Diretriz Brasileira de 2025 reúne dados de ensaios clínicos, estudos genéticos e análises epidemiológicas que demonstram redução de eventos cardiovasculares à medida que o LDL é reduzido em pessoas para as quais existe indicação de tratamento.

A diretriz também destaca um princípio importante: quanto maior o risco cardiovascular da pessoa, mais rigorosa tende a ser a meta de LDL.

Isso é diferente de tratar todo resultado acima de determinado número da mesma maneira.

Sou magro e me alimento bem. Posso ter colesterol alto mesmo assim?

Sim.

O peso corporal, sozinho, não permite prever como está o perfil lipídico.

Alimentação, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool podem influenciar o risco cardiovascular, mas fatores genéticos também têm papel importante nos níveis de colesterol.

Há inclusive uma condição hereditária chamada hipercolesterolemia familiar, que pode produzir níveis elevados de LDL desde fases precoces da vida.

Por isso, uma pessoa jovem, magra e fisicamente ativa não deve considerar essas características como garantia de que seu colesterol esteja normal.

Histórico familiar muda a importância do resultado?

Pode mudar.

Histórico de colesterol muito elevado em familiares ou de doença cardiovascular precoce pode aumentar a suspeita de predisposição hereditária e modificar a avaliação do risco.

Esse contexto merece atenção especialmente quando aparecem:

  • LDL muito elevado;
  • colesterol aumentado desde a juventude;
  • vários familiares com colesterol alto;
  • infarto ou outras doenças cardiovasculares precoces na família.

Isso não significa que qualquer pessoa com histórico familiar tenha hipercolesterolemia familiar.

Significa que o mesmo resultado laboratorial pode adquirir maior relevância quando existe um contexto familiar compatível.

Preciso estar em jejum para fazer o perfil lipídico?

Nem sempre.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 permite a realização do perfil lipídico sem jejum em muitas situações, especialmente na avaliação inicial.

O preparo, entretanto, pode mudar conforme o contexto e os demais exames presentes no pedido.

Há também situações específicas em que uma nova coleta em jejum pode ser necessária.

Por isso, não é adequado presumir automaticamente que todo exame de colesterol exige 12 horas sem comer.

Antes da coleta, o melhor caminho é confirmar o preparo conforme o pedido completo.

Meu colesterol veio alterado. Preciso repetir o exame?

Não necessariamente de imediato.

A decisão depende de fatores como:

  • magnitude da alteração;
  • resultados anteriores;
  • condições em que a coleta foi feita;
  • histórico clínico;
  • presença de outros fatores de risco;
  • necessidade de acompanhar alguma intervenção.

Um resultado inesperado também pode precisar ser contextualizado antes de qualquer conclusão.

O objetivo de uma nova coleta não é simplesmente “ver se dessa vez veio normal”, mas responder a uma dúvida clínica real.

Colesterol alto significa que vou ter um infarto?

Não.

Colesterol elevado é um fator de risco, não uma previsão de que determinada pessoa obrigatoriamente terá um infarto ou AVC.

Ao mesmo tempo, dizer que algo é um fator de risco não significa que possa ser ignorado.

O desenvolvimento da aterosclerose depende da exposição ao longo do tempo e da interação com diversos outros fatores cardiovasculares.

É justamente por isso que a avaliação de risco individual é tão importante.

A diretriz brasileira atual orienta que a intensidade das medidas adotadas seja proporcional ao risco, evitando tanto o tratamento insuficiente de quem precisa de maior proteção quanto intervenções desnecessárias em pessoas de risco mais baixo.

O que fazer quando o colesterol vem alto?

O primeiro passo é não cair em dois extremos.

Não ignore porque você se sente bem.

E não conclua, olhando apenas para o laudo, que existe uma doença grave.

A interpretação adequada procura responder:

  • qual componente do perfil lipídico está alterado;
  • em que grau ele está alterado;
  • qual é o risco cardiovascular daquela pessoa;
  • como estavam os exames anteriores;
  • quais outros fatores de risco estão presentes;
  • se há histórico familiar importante;
  • qual é a meta adequada para aquele caso.

A partir dessa análise, o profissional pode orientar mudanças no estilo de vida, acompanhamento, investigação complementar ou tratamento medicamentoso quando houver indicação.

Quando um resultado merece atenção especial?

Algumas situações justificam avaliação particularmente cuidadosa, entre elas:

  • LDL muito elevado;
  • triglicerídeos muito elevados;
  • alterações persistentes em exames sucessivos;
  • colesterol elevado em pessoas jovens;
  • histórico familiar importante;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • doença renal;
  • doença cardiovascular já conhecida.

Além disso, sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar importante ou sinais compatíveis com uma emergência cardiovascular não devem levar a pessoa a simplesmente marcar um exame de colesterol.

Nessas situações, é necessário procurar atendimento médico.

Afinal, como saber se meu colesterol está realmente alto?

A resposta depende de duas etapas.

A primeira é objetiva: medir o perfil lipídico por meio de exame de sangue.

A segunda exige contexto: entender o que LDL, HDL, triglicerídeos e outros resultados representam diante do risco cardiovascular individual.

Por isso, “meu LDL passou do valor que eu esperava” não é a mesma coisa que “sei qual é meu risco”.

E “eu me sinto bem” também não substitui a medição.

O benefício do exame está justamente em identificar uma alteração que muitas vezes não produz sintomas e permitir que a decisão seguinte seja baseada em dados, não em sensação.

Vai realizar seu perfil lipídico?

O Laboratório Cevallos realiza exames laboratoriais de rotina em Divinópolis, incluindo exames utilizados na avaliação do perfil lipídico em seus conteúdos de check-up.

Se você já possui um pedido de exames, fale com a equipe para confirmar as orientações de preparo antes da coleta.

WhatsApp: (37) 99130-0142

Falar com o Laboratório Cevallos pelo WhatsApp

Referências científicas

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(9), e20250640. Acessar a diretriz oficial
  2. Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025. DOI: 10.36660/abc.20250640. Acessar o texto integral no SciELO
  3. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde. Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, 2026. Acessar orientação do Ministério da Saúde
  4. Ministério da Saúde. Colesterol: o que isso quer dizer? Informações sobre LDL, HDL e fatores associados ao colesterol elevado. Acessar conteúdo do Ministério da Saúde
  5. Centers for Disease Control and Prevention. Testing for Cholesterol. Orientações sobre perfil lipídico e caráter assintomático do colesterol elevado. Acessar orientação do CDC
  6. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde. Hipercolesterolemia Familiar, guia de prática clínica e referência à atualização brasileira. Acessar referência sobre hipercolesterolemia familiar

Como ajudar alguém com pensamentos suicidas? O que fazer e o que não dizer

Alguém disse “não aguento mais”. Como eu devo responder?

“Não aguento mais.”

“Queria desaparecer.”

“Não vejo saída.”

É comum ouvir uma frase assim e não saber se a pessoa está apenas desabafando, se devemos perguntar mais ou se existe risco real.

A primeira informação importante é: não existe uma frase isolada capaz de confirmar que alguém está pensando em suicídio. O Ministério da Saúde orienta observar essas manifestações dentro do contexto, especialmente quando mudanças de comportamento, falas de desesperança, isolamento ou outros sinais aparecem juntos. (gov.br)

Também não é necessário encontrar uma resposta perfeita.

O mais importante é levar o sofrimento a sério, criar espaço para a pessoa falar, perguntar diretamente quando houver preocupação e ajudá-la a ter acesso a apoio profissional.

Quais sinais merecem atenção?

O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial. Não existe uma fórmula que permita prever com certeza quando uma pessoa está em risco. (gov.br)

Alguns comportamentos, porém, merecem atenção, principalmente quando são novos, se intensificam ou aparecem em conjunto.

Entre eles estão:

  • falas sobre morte, desaparecer ou não querer mais viver;
  • sensação intensa de desesperança;
  • dizer que é um peso para outras pessoas;
  • isolamento de familiares e amigos;
  • abandono de planos para o futuro;
  • mudanças importantes de comportamento;
  • despedidas incomuns;
  • organização de assuntos pessoais como se estivesse se despedindo;
  • procura por formas de provocar a própria morte.

A Organização Mundial da Saúde também reconhece mudanças importantes de humor, isolamento social e manifestações diretas ou indiretas sobre morte como sinais que devem ser levados a sério. (who.int)

Nenhum desses sinais, sozinho, confirma que uma tentativa acontecerá.

Mas ignorá-los porque “a pessoa sempre fala isso” ou porque “ela parece bem hoje” também pode ser um erro.

Posso perguntar diretamente se a pessoa está pensando em suicídio?

Sim.

Existe um receio comum de que perguntar sobre suicídio possa “colocar a ideia na cabeça” de alguém.

A Organização Mundial da Saúde afirma que perguntar diretamente não leva uma pessoa a agir em decorrência de pensamentos suicidas. Pelo contrário, a conversa pode diminuir a ansiedade e ajudar alguém a se sentir compreendido. (who.int)

Se uma fala ou mudança de comportamento causou preocupação, perguntas claras podem ser mais úteis do que tentar adivinhar.

Por exemplo:

“Você está pensando em morrer?”

“Você tem pensado em tirar a própria vida?”

A pergunta deve ser feita com calma, sem julgamento e com disponibilidade real para ouvir a resposta.

Evitar o assunto não torna o risco menor.

O que dizer quando alguém revela que está em sofrimento?

A primeira tarefa não é convencer a pessoa de que “a vida é boa”.

É ouvir.

O Ministério da Saúde recomenda procurar um momento e um local adequados para conversar, demonstrar disponibilidade, ouvir com mente aberta e oferecer apoio. (gov.br)

Frases simples podem abrir espaço:

“Quer me contar o que está acontecendo?”

“Estou aqui para ouvir.”

“Você não precisa resolver isso sozinho.”

“Vamos procurar ajuda juntos?”

Observe que nenhuma delas promete resolver o problema.

Elas comunicam presença.

O que é melhor evitar?

Algumas respostas podem surgir com boa intenção, mas acabar diminuindo a experiência da pessoa.

Entre elas:

“Isso vai passar.”

“Pense positivo.”

“Você tem tudo para ser feliz.”

“Tem gente passando por coisas muito piores.”

“Você precisa ser forte.”

Comparações e julgamentos podem aumentar a sensação de que o sofrimento não está sendo compreendido.

Também não é adequado transformar a conversa em um debate sobre se a pessoa “tem motivos” para se sentir daquela maneira.

O sofrimento não precisa parecer proporcional aos olhos de outra pessoa para ser real.

Preciso saber resolver o problema?

Não.

Amigos e familiares não precisam assumir o papel de psicólogo ou psiquiatra nem substituir um serviço de emergência.

A contribuição mais importante pode ser justamente conectar a pessoa a quem consegue oferecer o cuidado necessário.

O Ministério da Saúde orienta incentivar a procura por profissionais e serviços de saúde e, quando possível, oferecer-se para acompanhar a pessoa. (gov.br)

Isso pode incluir:

  • Unidade Básica de Saúde;
  • Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);
  • profissionais de saúde mental;
  • serviços de urgência e emergência;
  • apoio emocional pelo CVV.

A Rede de Atenção Psicossocial do SUS articula diferentes pontos de cuidado, desde a atenção básica até CAPS, hospitais, UPA e SAMU. (gov.br)

Quando a situação é uma emergência?

Se a pessoa afirma que pretende se matar, existe perigo imediato ou você acredita que ela pode agir naquele momento, a prioridade muda.

Não deixe a pessoa sozinha.

Procure ajuda de emergência e envolva alguém de confiança que possa participar do cuidado.

Também é recomendado reduzir o acesso a meios potencialmente letais enquanto o atendimento é acionado. (gov.br)

No Brasil, podem ser procurados:

SAMU: 192

UPA 24h

Pronto-socorro ou hospital

Numa situação de risco imediato, não é necessário esperar a pessoa “melhorar um pouco” para buscar ajuda.

E se a pessoa pedir segredo?

Essa situação pode ser difícil.

Quando alguém compartilha algo íntimo, é natural querer preservar a confiança.

Mas, se existe risco de morte, a segurança vem antes do compromisso de manter tudo entre duas pessoas. 

Pode ser necessário procurar um familiar, alguém de confiança ou um serviço de saúde, mesmo que a pessoa inicialmente resista.

Isso não significa espalhar a informação.

Significa envolver somente quem precisa participar para tornar aquela situação mais segura.

Depois da crise, devo continuar em contato?

Sim.

A prevenção não termina quando uma conversa difícil acaba.

O Ministério da Saúde recomenda manter contato e acompanhar como a pessoa está depois daquele momento. (gov.br)

Uma mensagem simples alguns dias depois pode ter valor:

“Como você está hoje?”

“Conseguiu procurar aquele atendimento?”

“Quer que eu vá com você?”

A ideia não é vigiar.

É mostrar que o apoio oferecido não desapareceu assim que a crise saiu do centro da conversa.

Setembro Amarelo: por que falar sobre isso?

10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e integra oficialmente o Calendário da Saúde do Ministério da Saúde. (gov.br)

A campanha de Setembro Amarelo ajuda a ampliar conversas sobre prevenção, mas o cuidado não precisa ficar concentrado em um único mês.

Informação correta pode reduzir alguns dos principais obstáculos diante de uma situação de sofrimento:

o medo de perguntar;

a tentativa de minimizar;

a expectativa de encontrar a frase perfeita;

e a dúvida sobre onde procurar ajuda.

Quem está ao lado não precisa ter todas as respostas.

Precisa saber reconhecer quando é hora de ouvir, permanecer próximo e buscar apoio.

Onde buscar ajuda?

CVV, Centro de Valorização da Vida

O CVV oferece apoio emocional de forma gratuita e sigilosa.

Telefone: 188

O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias. (cvv.org.br)

Também existem opções de atendimento pelo site do CVV.

SUS

A pessoa também pode procurar:

  • Unidade Básica de Saúde;
  • CAPS;
  • UPA 24h;
  • pronto-socorro;
  • hospitais.

Em risco imediato

SAMU: 192

Não deixe a pessoa sozinha e procure atendimento de urgência.

O que realmente ajuda quando alguém diz que não aguenta mais?

Não existe uma pergunta capaz de prever todos os casos e não existe uma resposta pronta capaz de resolver uma crise.

Mas algumas atitudes são importantes:

levar a fala a sério;

perguntar diretamente quando houver preocupação;

ouvir sem julgamento;

não minimizar nem comparar o sofrimento;

incentivar a busca por um profissional;

acompanhar a pessoa até o atendimento quando possível;

e agir rapidamente quando houver risco imediato.

Perguntar sobre suicídio não cria a ideia.

Ignorar o sofrimento também não faz com que ele desapareça.

No Setembro Amarelo e durante todo o ano, uma conversa responsável pode ser parte de uma rede maior de cuidado.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Suicídio, prevenção. Orientações sobre sinais de alerta, abordagem, suporte e situações de risco imediato. Acessar a orientação oficial
  2. Ministério da Saúde. Ações para prevenção do suicídio e Rede de Atenção Psicossocial. Atualizado em julho de 2026. Acessar as informações sobre a rede de cuidado
  3. Ministério da Saúde. Calendário da Saúde, setembro. Atualizado em maio de 2026. Acessar o calendário oficial
  4. World Health Organization. Suicide, Questions and Answers. Orientações sobre como conversar com uma pessoa que pode estar pensando em suicídio. Acessar a orientação da OMS
  5. Centro de Valorização da Vida, CVV. Acolher para cuidar. Informações sobre apoio emocional e atendimento pelo 188. Acessar o CVV

Hepatites Virais: conheça os tipos, seus sintomas, formas de prevenção e exames para diagnóstico

As hepatites virais são doenças infecciosas que provocam inflamação no fígado e podem comprometer o funcionamento desse importante órgão. Em muitos casos, a infecção evolui de forma silenciosa, sem apresentar sintomas por meses ou até anos, aumentando o risco de complicações como cirrose e câncer hepático. 

De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024, foram confirmados mais de 826 mil casos de hepatites virais no Brasil. Desse total, 41,5% corresponderam à hepatite C e 36,6% à hepatite B, demonstrando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção. 

Embora sejam agrupadas sob o mesmo nome, as hepatites A, B, C, D e E possuem formas de transmissão, evolução e prevenção diferentes.

O que são as hepatites virais?

As hepatites virais são infecções causadas por diferentes vírus que têm em comum a capacidade de atingir o fígado. Dependendo do tipo viral, a doença pode apresentar um quadro agudo, com recuperação completa, ou evoluir para formas crônicas, capazes de causar danos permanentes ao órgão. 

Um dos principais desafios dessas doenças é que muitas pessoas convivem com a infecção sem saber, especialmente nos casos das hepatites B e C. 

Quais são os sintomas?

Nem todas as pessoas infectadas apresentam sintomas. Quando eles surgem, podem incluir:

  • Cansaço excessivo;
  • Febre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Falta de apetite;
  • Dor abdominal;
  • Pele e olhos amarelados (icterícia);
  • Urina escura;
  • Fezes claras;
  • Coceira pelo corpo.

Nas hepatites B e C, é comum que a infecção permaneça silenciosa por anos, sendo descoberta apenas por exames laboratoriais de rotina. 

Hepatite A

Como ocorre a transmissão?

A hepatite A é transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo o vírus, estando fortemente associada a condições inadequadas de saneamento e higiene. 

A doença pode se tornar crônica?

Não. A hepatite A geralmente apresenta evolução aguda e não evolui para infecção crônica.

  • Como prevenir:
  • Vacinação;
  • Higienização adequada das mãos;
  • Consumo de água tratada;
  • Cuidados com a manipulação dos alimentos;
  • Melhorias nas condições de saneamento básico.

Exames utilizados:

  • Anti-HAV IgM;
  • Anti-HAV Total.

Hepatite B

Como ocorre a transmissão?

A transmissão acontece pelo contato com sangue contaminado e fluidos corporais, incluindo:

  • Relações sexuais desprotegidas;
  • Compartilhamento de objetos perfurocortantes;
  • Transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou parto;
  • Exposição ocupacional a sangue contaminado.


Por que merece atenção?

A hepatite B pode se tornar crônica e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ela é responsável pela maior parte das mortes relacionadas às hepatites virais no mundo.

Como prevenir?

  • Vacinação;
  • Uso de preservativos;
  • Não compartilhamento de agulhas, seringas ou objetos cortantes;
  • Triagem adequada de sangue e hemoderivados.

Exames utilizados:

  • HBsAg;
  • Anti-HBs;
  • Anti-HBc total;
  • Anti-HBc IgM;
  • HBeAg;
  • Carga viral para HBV (quando indicada).


Hepatite C

Como ocorre a transmissão?

A principal forma de transmissão é o contato com sangue contaminado. Atualmente, os casos estão mais relacionados a:

  • Compartilhamento de seringas;
  • Materiais não esterilizados;
  • Procedimentos invasivos sem controle adequado;
  • Exposição ocupacional.

Por que ela é considerada uma preocupação de saúde pública?

A hepatite C é a mais frequente entre os casos crônicos registrados no Brasil e pode permanecer assintomática por décadas. Quando não diagnosticada e tratada, pode evoluir para cirrose e câncer hepático. 

Como prevenir?

Atualmente não existe vacina contra a hepatite C. A prevenção depende principalmente da redução da exposição ao sangue contaminado.

Exames utilizados:

  • Anti-HCV;
  • HCV-RNA (PCR para hepatite C);
  • Exames de função hepática.


Hepatite D

Como ocorre a transmissão?

A hepatite D é causada pelo vírus Delta e possui uma característica importante: ela só infecta pessoas que já possuem hepatite B.

A transmissão ocorre pelas mesmas vias da hepatite B:

  • Sangue contaminado;
  • Relações sexuais desprotegidas;
  • Transmissão vertical.

Onde ela é mais comum?

Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte dos casos brasileiros concentra-se na região Norte, especialmente na Amazônia.

Como prevenir:

A melhor forma de prevenção é a vacinação contra a hepatite B, uma vez que, sem a infecção pelo vírus B, a hepatite D não consegue se estabelecer.

Exames utilizados:

  • Anti-HDV;
  • HDV-RNA;
  • Marcadores para hepatite B.

Hepatite E

Como ocorre a transmissão?

Assim como a hepatite A, a hepatite E está relacionada principalmente ao consumo de água e alimentos contaminados.

No Brasil, os casos são considerados raros quando comparados aos demais tipos virais.

Como prevenir:

  • Consumo de água potável;
  • Higiene alimentar;
  • Saneamento adequado.

Exames utilizados:

  • Anti-HEV IgM;
  • Anti-HEV IgG;
  • Pesquisa molecular, quando indicada.

A importância dos exames laboratoriais

Além dos testes específicos para cada tipo de hepatite, exames laboratoriais podem auxiliar na avaliação do funcionamento do fígado e no acompanhamento da doença.

Entre eles estão:

  • TGO (AST);
  • TGP (ALT);
  • Gama GT;
  • Fosfatase alcalina;
  • Bilirrubinas;
  • Albumina;
  • Tempo de protrombina.

Esses exames ajudam a identificar sinais de inflamação hepática e a monitorar possíveis complicações.

Diagnóstico precoce faz a diferença

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública, mas muitas de suas complicações podem ser evitadas por meio da prevenção, vacinação (quando disponível) e diagnóstico precoce.

Como várias dessas infecções podem permanecer silenciosas por longos períodos, os exames laboratoriais desempenham um papel fundamental na identificação da doença antes do surgimento de danos mais graves ao fígado.

Por isso, manter os exames em dia e seguir as orientações médicas são atitudes essenciais para proteger a saúde hepática e garantir mais qualidade de vida.

Conte com o Laboratório Cevallos para cuidar de você.

Obesidade Mórbida Infantil: um problema que vai além do peso

A obesidade infantil tem se tornado uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil e no mundo. Mais do que uma questão estética, trata-se de uma condição complexa que pode comprometer o desenvolvimento físico, emocional e metabólico das crianças, aumentando o risco de doenças ainda na infância e ao longo da vida adulta. 

Quando o excesso de peso atinge níveis mais graves, caracterizando a obesidade mórbida, os riscos à saúde tornam-se ainda maiores. Muitas vezes, alterações importantes já estão acontecendo no organismo sem que a criança apresente sintomas evidentes. Nesse cenário, os exames laboratoriais podem desempenhar um papel fundamental na identificação precoce de complicações. 

O que é a obesidade mórbida infantil?

A obesidade infantil ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de prejudicar a saúde da criança. O diagnóstico não é feito apenas pelo peso, mas por meio da avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC) em relação à idade e ao sexo. 

Nos casos mais graves, quando o excesso de gordura ultrapassa níveis considerados severos, pode-se caracterizar a obesidade mórbida, condição associada a um risco significativamente maior de desenvolver doenças metabólicas, cardiovasculares e hormonais. 

Um problema crescente no Brasil

De acordo com o Atlas da Obesidade Infantil, publicado pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 3 em cada 10 crianças brasileiras entre 5 e 9 anos apresentam excesso de peso. O documento também alerta que o Brasil pode ocupar uma das primeiras posições mundiais em número de crianças e adolescentes com obesidade até 2030, caso medidas efetivas não sejam adotadas.

Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), divulgados pelo Ministério da Saúde, mostraram que mais de 340 mil crianças brasileiras entre 5 e 10 anos acompanhadas pelo SUS já apresentavam obesidade.

Especialistas consideram esse cenário preocupante porque crianças com obesidade têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos, aumentando o risco de doenças crônicas ao longo da vida.

Quais são as principais causas?


A obesidade mórbida infantil raramente possui uma única causa. Na maioria dos casos, ela resulta da combinação de diversos fatores.

Entre os principais estão:

Alimentação inadequada

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, salgadinhos, biscoitos recheados e fast food contribui para o excesso de calorias e o baixo aporte nutricional.

Sedentarismo

O aumento do tempo de tela e a redução das atividades físicas favorecem o ganho de peso e dificultam o equilíbrio energético.

Fatores genéticos e familiares

O histórico familiar pode influenciar tanto a predisposição genética quanto os hábitos alimentares e comportamentais da criança.

Aspectos emocionais

Ansiedade, estresse, dificuldades emocionais e uso da alimentação como forma de conforto também podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade.

Ambiente e estilo de vida

A disponibilidade de alimentos ultraprocessados, a publicidade direcionada ao público infantil e a falta de espaços adequados para atividade física são fatores que favorecem o aumento dos casos.

Alterações silenciosas que podem ocorrer na infância

Um dos maiores desafios da obesidade infantil é que muitas complicações podem surgir de forma silenciosa.

Mesmo sem apresentar sintomas, a criança pode desenvolver:

  • Resistência à insulina;
  • Alterações na glicose;
  • Colesterol elevado;
  • Triglicerídeos aumentados;
  • Inflamação crônica de baixo grau;
  • Alterações hepáticas, como a esteatose hepática (gordura no fígado);
  • Hipertensão arterial;
  • Alterações hormonais e metabólicas.

Por isso, a investigação laboratorial pode ser uma importante aliada no acompanhamento da saúde infantil.

Quais exames podem ajudar na avaliação?

A solicitação dos exames deve sempre ser feita por um profissional de saúde, considerando a idade, o histórico clínico e as necessidades de cada criança.

Entre os exames que podem auxiliar na identificação de alterações associadas à obesidade infantil, destacam-se:

Glicemia de jejum

Ajuda a avaliar os níveis de açúcar no sangue e a identificar alterações relacionadas ao metabolismo da glicose.

Insulina

Pode auxiliar na investigação da resistência à insulina, condição frequentemente associada ao excesso de peso.

Hemoglobina glicada (HbA1c)

Permite avaliar o comportamento da glicose nos últimos meses.

Perfil lipídico

Inclui exames como:

  • Colesterol total;
  • HDL (colesterol “bom”);
  • LDL (colesterol “ruim”);
  • Triglicerídeos.

Esses marcadores ajudam a identificar fatores de risco cardiovascular.

Enzimas hepáticas

Exames como TGO e TGP podem auxiliar na investigação de alterações no fígado relacionadas ao acúmulo de gordura hepática.

PCR (Proteína C Reativa)

Pode contribuir para a avaliação de processos inflamatórios presentes no organismo.

Função tireoidiana

Exames como TSH e T4 livre podem ser solicitados quando há suspeita de alterações hormonais associadas ao ganho de peso.

A importância da prevenção e do acompanhamento

A obesidade mórbida infantil é uma condição séria, mas que pode ser enfrentada com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida.

O monitoramento da saúde da criança não deve se limitar ao peso observado na balança. Em muitos casos, exames laboratoriais permitem identificar alterações metabólicas antes que elas provoquem sintomas ou evoluam para problemas mais graves.

Por isso, o acompanhamento médico e laboratorial é uma ferramenta importante para promover mais saúde, qualidade de vida e bem-estar durante a infância e nas fases futuras da vida.

Conte com o Laboratório Cevallos para cuidar da saúde do seu filho desde a infância.


Por que sua mãe não deve mais adiar o check-up

Existe uma ideia silenciosa (e muito presente na vida de muitas mães), de que cuidar de si mesma é quase um luxo. Só que o corpo não deixa de precisar de atenção depois da maternidade. Pelo contrário.

Depois da maternidade, o corpo passa por mudanças físicas, hormonais e emocionais importantes, e muitas delas continuam mesmo anos após o nascimento dos filhos. Por isso, manter os exames em dia não é apenas uma questão de prevenção: é uma forma de cuidado consigo mesma.

Muitas vezes, o que parece apenas desgaste da rotina pode esconder alterações importantes de saúde.

Fadiga excessiva, queda de cabelo, alterações de humor, dores frequentes, insônia e indisposição constante podem estar relacionadas a anemia, deficiência de vitaminas, alterações hormonais, glicemia elevada ou problemas na tireoide.

Exames merecem atenção especial depois da maternidade

Alguns exames são essenciais para o acompanhamento da saúde, mas se tornam ainda mais importantes após a maternidade. São eles:

Hemograma completo

Um dos exames mais importantes para avaliação geral da saúde.

Ajuda a identificar anemias, infecções e alterações inflamatórias que podem causar cansaço, fraqueza e baixa disposição.

Ferro, ferritina e vitamina B12

A deficiência desses nutrientes é muito comum em mulheres, especialmente após a gestação e o período de amamentação.

Os sintomas podem incluir:

  • Exaustão;
  • Tontura;
  • Queda de cabelo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Sensação constante de fraqueza.

Vitamina D

Importante para imunidade, saúde óssea, força muscular e até bem-estar emocional.

Níveis baixos podem contribuir para fadiga e dores no corpo.

Exames hormonais e tireoidianos

A maternidade e as mudanças hormonais femininas podem impactar diretamente o funcionamento da tireoide e dos hormônios reprodutivos.

Alterações hormonais podem estar relacionadas a:

  • Alterações menstruais;
  • Ganho de peso;
  • Ansiedade;
  • Oscilação de humor;
  • Cansaço persistente;
  • Queda capilar.

Glicemia e hemoglobina glicada

Essenciais para acompanhar a saúde metabólica, especialmente em mulheres que tiveram diabetes gestacional ou possuem histórico familiar de diabetes.

Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos)

A saúde cardiovascular feminina também precisa de atenção ao longo dos anos.

O acompanhamento ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, hipertensão e alterações metabólicas.

Cuidar de si mesma também é uma forma de cuidado!

Para cuidar dos outros, você também precisa estar saudável.  O autocuidado também é uma forma de garantir qualidade de vida e bem-estar para viver longos anos ao lado dos seus filhos e das pessoas que você ama!

Consulte seu médico e venha realizar seu check-up no Cevallos.

Como a volta à rotina no início do ano altera seu corpo e seus exames de saúde

Entenda como as mudanças na alimentação, no sono e na rotina nas festas de fim de ano influenciam exames como glicemia, colesterol e inflamação. Veja por que janeiro é um bom momento para atualizar seu check-up no Laboratório Cevallos.

Depois das festas de fim de ano, nosso corpo passa por uma verdadeira “reorganização”. É comum exagerar na alimentação, dormir menos e sair da rotina. Segundo o Ministério da Saúde, alterações no sono, sedentarismo temporário e dietas ricas em gordura e açúcar podem elevar, ainda que por alguns dias, os níveis de glicemia, colesterol e triglicerídeos. Em outras palavras, os primeiros exames do ano às vezes refletem mais o ritmo das festas do que sua saúde habitual.

Outro ponto importante é que o corpo apresenta oscilações naturais ao longo do ano. Pesquisas publicadas no Journal of the American Heart Association mostram que colesterol e glicose podem variar conforme o período e as mudanças de comportamento, como ocorre no recesso de fim de ano. Isso significa que um resultado levemente alterado em janeiro pode ser apenas consequência da rotina recente.

A alimentação também faz diferença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, refeições muito gordurosas ou realizadas muito próximas ao horário da coleta podem influenciar exames como triglicerídeos e enzimas hepáticas. Por isso, seguir corretamente as orientações de preparo é essencial para resultados confiáveis.

O estresse também entra em cena. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforça que mudanças bruscas de rotina, como dormir tarde ou aumentar o consumo de álcool, podem elevar o cortisol, hormônio ligado ao estresse, o que impacta ainda mais o metabolismo. Tudo isso ajuda a explicar por que tantas pessoas notam resultados diferentes no início do ano.

Janeiro, portanto, é um ótimo momento para atualizar o check-up, justamente porque ajuda a entender como o corpo reagiu aos excessos e o que precisa ser ajustado. No Laboratório Cevallos, você pode fazer exames que avaliam glicemia, colesterol, inflamação, função hepática e outros marcadores essenciais para começar o ano com informação e prevenção.

Quer começar 2026 com mais saúde?

Agende seus exames no Laboratório Cevallos e comece o ano com dados reais sobre o seu corpo.

Quando o exame revela mais do que o esperado: o papel do laboratório na detecção precoce de doenças silenciosas

Dezembro é um mês marcado por duas campanhas importantes para a saúde pública: o Dezembro Vermelho, de conscientização e combate ao HIV/aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e o Dezembro Laranja, dedicado à prevenção do câncer de pele. Ambas reforçam uma mensagem essencial: a importância do diagnóstico precoce.

No Laboratório Cevallos, cada exame representa mais do que um simples resultado. Ele pode ser o primeiro passo para identificar doenças que ainda não apresentam sintomas, permitindo um tratamento mais eficaz e, muitas vezes, salvando vidas.

Doenças silenciosas e o poder do diagnóstico precoce

Muitas doenças se desenvolvem de forma silenciosa, sem causar sinais evidentes nas fases iniciais. É o caso do HIV, de algumas hepatites virais, e até de certos tipos de câncer. Segundo dados do Boletim Epidemiológico HIV/aids 2024, do Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas vivendo com o vírus no Brasil desconhecem o diagnóstico. Isso reforça o quanto o teste laboratorial é essencial para quebrar o ciclo de transmissão e iniciar o tratamento o quanto antes.

No caso do câncer de pele, o tipo mais comum no país, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 220 mil novos casos por ano. Apesar da alta incidência, o prognóstico é excelente quando a detecção é precoce. Exames laboratoriais e avaliações clínicas regulares ajudam a identificar alterações que merecem investigação, tornando o acompanhamento contínuo um grande aliado da prevenção.

O papel do laboratório na prevenção

O laboratório clínico é muito mais do que um espaço de coleta e resultados. Ele é parte essencial da linha de cuidado à saúde, fornecendo informações precisas que orientam decisões médicas e ajudam na vigilância de doenças.

Por meio de exames de rotina, sorologias e testes específicos, o laboratório contribui para:

– Identificar doenças antes do aparecimento de sintomas;

– Acompanhar a eficácia de tratamentos;

– Orientar o médico sobre condutas preventivas personalizadas.

Além disso, campanhas como o Dezembro Vermelho e Laranja reforçam a importância de procurar o laboratório não apenas quando há suspeitas, mas também como parte de um cuidado preventivo regular.

Cuidar é um gesto contínuo

A prevenção começa com a informação e se fortalece com o cuidado. Manter os exames em dia é uma forma de investir na própria saúde e contribuir para uma vida mais longa e equilibrada.

Neste mês de conscientização, o Laboratório Cevallos reforça seu compromisso com a qualidade, a segurança e o acolhimento em cada atendimento, ajudando você a descobrir, prevenir e tratar o que muitas vezes o corpo ainda não revelou.

Dezembro é um mês de prevenção. Cuide-se hoje para viver bem amanhã.

Os exames laboratoriais que revelam mais sobre a saúde do homem do que o PSA

Durante o Novembro Azul, o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) costuma ser o protagonista das campanhas de saúde masculina. Mas a verdade é que ele é apenas uma das muitas formas de avaliar o estado do organismo do homem. A boa notícia é que, por meio de exames laboratoriais simples, é possível identificar riscos precoces e cuidar da saúde de forma muito mais completa.

1. Hemograma completo: o ponto de partida

Esse exame básico fornece informações valiosas sobre o funcionamento do corpo, como a presença de infecções, inflamações e até sinais de doenças crônicas. Alterações nas plaquetas ou nos glóbulos brancos, por exemplo, podem indicar desde deficiências nutricionais até distúrbios no sistema imunológico.

2. Colesterol e triglicerídeos: o espelho do coração

As doenças cardiovasculares ainda são uma das principais causas de morte entre os homens. Monitorar o colesterol total e suas frações (HDL e LDL), além dos triglicerídeos, ajuda a avaliar o risco de infarto e outras complicações cardíacas, muitas vezes silenciosas.

3. Glicemia e hemoglobina glicada: atenção ao diabetes

O diabetes tipo 2 é mais comum nos homens e costuma se desenvolver sem sintomas evidentes. Avaliar a glicemia e a hemoglobina glicada permite detectar o problema em estágios iniciais e prevenir danos aos rins, olhos e coração.

4. Função hepática e renal: órgãos que merecem vigilância

Exames como TGO, TGP e creatinina mostram como estão funcionando o fígado e os rins, órgãos fundamentais, mas frequentemente esquecidos nas rotinas de check-up.

5. Testosterona: o hormônio que fala muito sobre bem-estar

A queda na testosterona pode causar fadiga, perda de massa muscular, alterações de humor e diminuição da libido. O acompanhamento laboratorial desse hormônio ajuda a entender melhor sintomas, muitas vezes atribuídos apenas ao “estresse”.

Mais que detectar doenças, os exames ajudam a preveni-las

Fazer um check-up completo é um ato de cuidado com o presente e com o futuro. No Laboratório Cevallos, oferecemos exames que vão muito além do PSA, porque cuidar da saúde masculina é olhar para o corpo como um todo.

Saúde da mulher além do Outubro Rosa: o poder do cuidado integral

O Outubro Rosa é um mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, mas a saúde da mulher merece atenção durante todo o ano. Cuidar da mente, da alimentação, do corpo e manter os exames em dia é essencial para prevenir diversas doenças, não apenas o câncer.

Mais do que campanhas pontuais, é preciso adotar uma visão de cuidado integral, que considere todos os aspectos da saúde feminina: física, emocional e preventiva.

A saúde da mulher no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 73.610 novos casos de câncer de mama em 2025.

Somente em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 4,4 milhões de mamografias, sendo 2,6 milhões em mulheres entre 50 e 74 anos, a faixa etária considerada prioritária (Ministério da Saúde, 2025).

Apesar dos avanços, ainda há diferenças regionais importantes no acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce, o que reforça a necessidade de manter o acompanhamento médico e laboratorial de forma constante.

Saúde mental: o primeiro passo 

O bem-estar emocional influencia diretamente o equilíbrio do corpo. O estresse crônico, a ansiedade e a sobrecarga, comuns na rotina de muitas mulheres, podem alterar hormônios, aumentar processos inflamatórios e favorecer doenças.

Investir em momentos de descanso, lazer, autoconhecimento e, quando necessário, acompanhamento psicológico ajuda a manter o equilíbrio emocional e favorece o autocuidado em todas as áreas.

Alimentação saudável: nutrindo o organismo

A alimentação é um dos pilares mais importantes da prevenção. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas contribui para o controle do peso e para a redução do risco de doenças como câncer, diabetes e hipertensão.

Por outro lado, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras, açúcares e sódio, aumenta a inflamação e está associado a diversas doenças crônicas.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, manter uma alimentação equilibrada e natural é essencial para a saúde feminina em todas as fases da vida (SES-MG, 2022).

Atividade física

A prática regular de atividade física traz benefícios comprovados para a saúde da mulher. Caminhadas, exercícios aeróbicos, musculação e alongamentos ajudam a controlar o peso, equilibrar hormônios e proteger o coração.

Segundo o Ministério da Saúde, mulheres fisicamente ativas têm menor risco de doenças cardiovasculares, que ainda são a principal causa de morte entre mulheres no Brasil (Saúde Brasil, 2022).

E não é preciso muito para começar: 30 minutos de caminhada, três vezes por semana, já fazem diferença significativa (AEN Paraná, 2023).

Exames preventivos ainda são os melhores aliados da prevenção

Os exames laboratoriais e de imagem são fundamentais para o diagnóstico precoce de diversas doenças. No caso da mulher, alguns merecem atenção especial:

Mamografia: indicada a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos;

Papanicolau: detecta alterações no colo do útero e deve ser realizado regularmente a partir dos 25 anos;

Exames laboratoriais de rotina: colesterol, glicemia, função hepática e renal, entre outros, ajudam a detectar doenças silenciosas;

Exames hormonais e de vitaminas: essenciais para o acompanhamento da saúde feminina, especialmente em fases de transição como a menopausa.

A vacinação contra o HPV e o acompanhamento ginecológico regular também são medidas indispensáveis para a prevenção do câncer do colo do útero (SES-MG, 2022).

Como o autocuidado pode ajudar a garantir uma boa velhice

Adotar hábitos saudáveis e manter o acompanhamento médico e laboratorial em dia traz benefícios muito além da prevenção ao câncer de mama. Entre eles:

Redução do risco de doenças cardiovasculares;

Controle do diabetes e da hipertensão;

Prevenção de doenças ósseas e musculares;

Melhora do sono e da disposição;

Fortalecimento da saúde mental e emocional.

O Outubro Rosa é um lembrete importante, mas o autocuidado precisa fazer parte da rotina.

Cuidar da saúde não deve ser visto como um gasto, e sim como um investimento em bem-estar, equilíbrio e prevenção.

Realizar consultas e exames periódicos, manter uma alimentação equilibrada e buscar apoio emocional são atitudes que podem transformar a vida das mulheres.

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