Meu PSA veio alto. Isso significa câncer de próstata?

Ver um PSA acima do esperado costuma provocar uma associação imediata: câncer de próstata.

Mas essa conclusão não pode ser feita a partir do exame isoladamente.

O PSA, Antígeno Prostático Específico, é uma proteína produzida pelas células da próstata, tanto normais quanto cancerosas. Por isso, alterações no exame podem acontecer no câncer de próstata, mas também em condições benignas e até em situações transitórias.

A resposta mais importante é esta:

PSA elevado merece avaliação, mas não é sinônimo de câncer.

O que exatamente o exame de PSA mede?

O PSA é medido por meio de uma amostra de sangue.

Ele é utilizado em diferentes situações, entre elas a investigação de sintomas relacionados à próstata e o acompanhamento de pacientes que já receberam diagnóstico de câncer de próstata. Também pode fazer parte de uma decisão individual sobre detecção precoce em homens sem sintomas.

O ponto fundamental é que o PSA é específico da próstata, mas não específico do câncer.

Isso explica por que um resultado alterado não permite determinar sozinho qual é a causa.

O que pode aumentar o PSA além do câncer?

Algumas das situações reconhecidas por diretrizes e referências médicas incluem:

  • hiperplasia prostática benigna, o aumento benigno da próstata;
  • prostatite, uma inflamação da próstata;
  • infecção urinária;
  • retenção urinária;
  • procedimentos recentes envolvendo a próstata;
  • ejaculação próxima à realização do exame;
  • algumas atividades físicas intensas, especialmente o ciclismo.

O Ministério da Saúde destaca que tanto a hiperplasia prostática benigna quanto a prostatite podem provocar alterações e sintomas semelhantes aos encontrados em pacientes com câncer de próstata.

As diretrizes de 2026 da European Association of Urology, EAU, também ressaltam que infecções urinárias, retenção urinária e procedimentos recentes podem interferir nos níveis de PSA.

Por isso, o contexto em que o exame foi realizado importa.

Existe um valor de PSA que confirma câncer?

Não.

Não existe um único valor capaz de separar com certeza quem tem e quem não tem câncer de próstata.

Quanto mais elevado o PSA, maior pode ser a probabilidade de uma alteração relevante, mas o resultado continua precisando ser interpretado junto de outros fatores.

Entre eles estão:

  • idade;
  • sintomas;
  • histórico familiar;
  • exames anteriores;
  • medicamentos utilizados;
  • alterações encontradas no exame clínico;
  • evolução do PSA ao longo do tempo.

Isso também significa que um PSA abaixo de determinado número não funciona como garantia absoluta de ausência da doença.

Um PSA alterado precisa ser repetido?

Em algumas situações, sim.

Uma das orientações mais importantes das diretrizes atuais é confirmar determinados resultados antes de avançar automaticamente para exames mais invasivos.

A EAU recomenda que homens assintomáticos com PSA inicial entre 3 e 10 ng/mL realizem uma nova dosagem antes de outras investigações. A diretriz destaca que o PSA pode apresentar variações naturais entre uma coleta e outra.

A American Urological Association também recomenda repetir um PSA recém-elevado antes de partir para biomarcadores adicionais, exames de imagem ou biópsia.

Isso não significa que todo PSA alterado deve simplesmente ser repetido ou que exista um intervalo único para todas as pessoas.

A decisão depende do resultado, do histórico e da avaliação médica.

Por que repetir o exame pode mudar a investigação?

Porque o PSA não é uma medida completamente estática.

A diretriz europeia relata variação biológica dentro do próprio indivíduo e mostra que uma parcela dos homens com uma elevação inicial pode apresentar resultado inferior em uma nova coleta.

Por isso, quando uma repetição é indicada, a EAU recomenda condições padronizadas, preferencialmente utilizando o mesmo laboratório e o mesmo método, além de evitar situações que possam interferir no PSA.

Esse cuidado ajuda a diferenciar uma alteração persistente de uma variação transitória.

Precisa de preparo para fazer PSA?

O preparo deve sempre seguir a orientação fornecida para o exame solicitado.

Alguns fatores podem alterar temporariamente o resultado.

O National Cancer Institute informa que ejaculação e exercícios vigorosos, como ciclismo, podem elevar o PSA transitoriamente e orienta evitar essas situações por cerca de dois dias antes da coleta quando aplicável.

Também é importante informar ao profissional de saúde sobre medicamentos em uso.

Medicamentos como finasterida e dutasterida, empregados em algumas condições benignas da próstata, podem reduzir significativamente o nível de PSA e precisam ser considerados durante a interpretação.

Não suspenda medicamentos por conta própria para realizar o exame.

PSA alto significa que será necessária uma biópsia?

Não necessariamente.

Quando o PSA permanece alterado, a investigação pode envolver outras informações antes de se decidir por uma biópsia.

Dependendo do caso, o médico pode considerar:

  • repetição do PSA;
  • exame clínico da próstata;
  • evolução dos resultados anteriores;
  • ressonância magnética;
  • ferramentas de avaliação de risco;
  • outros testes complementares.

Nas recomendações de 2026 da EAU, a ressonância magnética tem papel importante na decisão sobre biópsia em homens com determinados níveis de PSA.

O diagnóstico definitivo de câncer de próstata, porém, não é feito pelo PSA.

Segundo o INCA, a confirmação diagnóstica ocorre por meio da análise do tecido obtido em biópsia prostática.

E se o PSA estiver normal?

Um resultado dentro do intervalo esperado também deve ser interpretado dentro do contexto individual.

O PSA não é um exame capaz de excluir sozinho todas as possibilidades de câncer de próstata.

Por isso, sintomas urinários persistentes merecem avaliação mesmo quando existe um resultado laboratorial aparentemente tranquilizador.

Entre os sinais que o Ministério da Saúde orienta investigar estão:

  • dificuldade para urinar;
  • diminuição do jato urinário;
  • necessidade de urinar mais vezes;
  • presença de sangue na urina.

Esses sintomas são frequentemente provocados por condições benignas, mas devem ser avaliados.

Todo homem precisa fazer PSA todos os anos?

Essa pergunta exige mais cuidado do que uma regra baseada apenas em idade.

No Brasil, o Ministério da Saúde e o INCA não recomendam rastreamento populacional sistemático do câncer de próstata em homens sem sinais ou sintomas, porque existe um equilíbrio entre possíveis benefícios e riscos, incluindo falso-positivos, sobrediagnóstico e tratamentos de tumores que talvez nunca causem problemas clínicos.

Quando um homem sem sintomas deseja realizar o rastreamento, a orientação brasileira é discutir os potenciais benefícios e riscos com um profissional de saúde e tomar uma decisão individualizada.

Isso é diferente da investigação de alguém que apresenta sintomas ou já possui indicação médica específica.

Então, o que fazer ao receber um PSA alterado?

O resultado não deve ser ignorado, mas também não deve ser interpretado como diagnóstico de câncer por conta própria.

O caminho geralmente começa por entender:

Quanto veio o PSA?

Existe resultado anterior para comparação?

Houve alguma situação que possa ter interferido na coleta?

Existem sintomas?

Há fatores de risco ou histórico familiar relevantes?

É necessário repetir o exame antes de avançar a investigação?

Essas respostas ajudam o profissional a decidir qual será o próximo passo.

PSA é informação. Diagnóstico exige contexto.

Um resultado elevado pode estar associado ao câncer de próstata, mas também pode ocorrer por aumento benigno da próstata, inflamações, infecções e outras situações.

Por isso, transformar um único número em diagnóstico gera uma certeza que o próprio exame não oferece.

Se seu médico solicitou a dosagem de PSA, siga as orientações de preparo e leve o resultado para avaliação profissional.

O Laboratório Cevallos realiza exame de PSA e exames laboratoriais relacionados ao acompanhamento da saúde masculina em Divinópolis. O exame já integra ações de check-up masculino divulgadas pelo laboratório.

Para confirmar orientações de preparo antes da coleta, entre em contato com o Cevallos com seu pedido médico em mãos.

WhatsApp: (37) 99130-0142

Leia também: Os exames laboratoriais que revelam mais sobre a saúde do homem do que o PSA

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer, INCA. Câncer de próstata, informações para a população, detecção precoce e diagnóstico.
    https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/prostata/versao-para-populacao
  2. Ministério da Saúde. Câncer de próstata, sintomas, fatores de risco, investigação e orientações sobre rastreamento.
    https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-prostata
  3. European Association of Urology, EAU. Guidelines on Prostate Cancer, Diagnostic Evaluation, versão 2026.
    https://uroweb.org/guidelines/prostate-cancer/chapter/diagnostic-evaluation
  4. European Association of Urology, EAU. Prostate Cancer Guidelines, Summary of Changes 2026.
    https://uroweb.org/guidelines/prostate-cancer/summary-of-changes/2026
  5. National Cancer Institute, NCI. Prostate-Specific Antigen, PSA, Test.
    https://www.cancer.gov/types/prostate/psa-fact-sheet
  6. American Urological Association / Society of Urologic Oncology. Early Detection of Prostate Cancer Guideline.
    https://www.auanet.org/guidelines-and-quality/guidelines/early-detection-of-prostate-cancer-guidelines

Estou menstruada. Posso fazer meus exames normalmente?

A menstruação chegou justamente na semana dos exames e surgiu a dúvida: preciso remarcar tudo?

Na maioria das vezes, não.

Estar menstruada não significa que todos os exames laboratoriais precisam ser adiados. A principal atenção está no exame de urina, porque o sangue menstrual pode contaminar a amostra. Já nos exames de sangue, a resposta depende do que foi solicitado: muitos podem ser realizados normalmente, enquanto algumas dosagens hormonais precisam considerar o momento do ciclo menstrual.

Por isso, a orientação correta não é cancelar automaticamente nem fazer tudo sem informar ninguém.

É entender qual exame será realizado e se o período menstrual interfere especificamente naquela análise.

Posso fazer exame de sangue menstruada?

Em muitos casos, sim.

A menstruação, por si só, não impede uma coleta de sangue. O que muda é que alguns componentes do organismo variam naturalmente ao longo do ciclo menstrual, especialmente determinados hormônios.

Isso significa que o dia da coleta pode fazer parte da própria interpretação do exame.

Em investigações de fertilidade, por exemplo, FSH e estradiol basais costumam ser avaliados no início do ciclo. A American Society for Reproductive Medicine recomenda que essas dosagens, quando utilizadas na avaliação da reserva ovariana, sejam realizadas entre os dias 2 e 4 do ciclo menstrual. (ASRM)

Nesse caso, estar menstruada não é um problema. Pode ser justamente o período em que o exame foi solicitado.

Já a progesterona utilizada para avaliar ovulação precisa de outra lógica. A recomendação é coletá-la aproximadamente uma semana antes da próxima menstruação esperada, e não simplesmente no chamado “dia 21” para todas as mulheres. Isso porque a duração do ciclo varia de pessoa para pessoa. (ASRM)

A conclusão prática é simples:

não existe uma regra única dizendo que mulher menstruada não pode fazer exame de sangue.

Se o pedido contém dosagens hormonais ou exames ligados à investigação do ciclo menstrual, confirme se existe um dia específico para a coleta.

E o exame de urina durante a menstruação?

Aqui o cuidado é diferente.

O sangue menstrual pode se misturar à urina no momento da coleta e interferir na análise.

O próprio Laboratório Cevallos orienta, em seu FAQ, que o exame de urina seja realizado preferencialmente fora do período menstrual, justamente para evitar essa interferência. (Laboratório Cevallos)

A American College of Obstetricians and Gynecologists também reconhece a menstruação como uma das situações capazes de provocar contaminação de uma amostra urinária coletada por jato espontâneo. (ACOG)

Isso importa porque a presença de sangue que veio da menstruação pode dificultar a interpretação de um resultado que procura justamente identificar elementos presentes na urina.

Então é obrigatório cancelar?

Não necessariamente.

Se o exame pode esperar, realizar a coleta fora do período menstrual ajuda a obter uma amostra menos sujeita a contaminação.

Mas existem situações em que o exame foi solicitado porque a pessoa está apresentando sintomas ou precisa realizá-lo dentro de determinado prazo.

Nesse cenário, não adie por conta própria.

Entre em contato com o laboratório, informe que está menstruada e confirme como proceder de acordo com o exame solicitado.

O jeito de coletar a urina também interfere?

Sim.

A qualidade da amostra não depende apenas da menstruação.

Para exames como EAS e urocultura, a coleta correta ajuda a reduzir contaminações que podem prejudicar a análise.

Orientações do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital das Forças Armadas incluem higiene da região genital e coleta do jato médio da urina, descartando inicialmente uma pequena quantidade antes de posicionar o recipiente. (Hospital das Forças Armadas)

Mas o preparo pode variar conforme o exame e as orientações do laboratório.

Por isso, não vale transformar uma instrução encontrada na internet em protocolo universal.

Se estiver com o pedido médico em mãos, confirme o preparo correspondente à análise solicitada.

“Mas meu fluxo é bem pequeno. Ainda pode interferir?”

Pode.

A quantidade visível de sangramento não permite garantir que não haverá mistura com a amostra.

Por isso, a orientação de evitar o período menstrual, quando possível, não depende apenas de a menstruação estar intensa.

Também não é recomendável olhar a aparência da urina e concluir que “não caiu sangue, então está tudo certo”. Quantidades que não são perceptíveis a olho nu ainda podem aparecer na análise laboratorial.

Menstruação pode alterar o hemograma?

Aqui é importante separar duas coisas.

Uma é a interferência pré-analítica, quando alguma condição relacionada ao preparo ou à coleta compromete a amostra.

Outra é uma mudança real no organismo.

O sangramento menstrual faz parte da fisiologia, e perdas menstruais importantes ao longo do tempo podem contribuir para deficiência de ferro e anemia em algumas mulheres. Nesse caso, uma eventual alteração no hemograma ou em marcadores do metabolismo do ferro não seria simplesmente um “erro porque ela estava menstruada”, mas algo que precisa ser interpretado dentro da história clínica.

Portanto, não é adequado decidir sozinha que um hemograma alterado deve ser ignorado apenas porque a coleta ocorreu durante a menstruação.

A interpretação pertence ao profissional que solicitou ou acompanha os exames.

E se meu ciclo for irregular?

O ciclo irregular torna ainda menos útil seguir regras prontas como “faça este hormônio no dia 21”.

Para algumas avaliações hormonais, o momento correto depende da duração do ciclo e da pergunta clínica que o profissional pretende responder.

A própria ASRM destaca, por exemplo, que a progesterona para confirmação de ovulação deve ser medida aproximadamente uma semana antes da próxima menstruação esperada, e não obrigatoriamente em um dia fixo para todas as pacientes. (ASRM)

Se seus ciclos variam muito, informe isso ao profissional responsável e ao laboratório quando houver orientação específica de data.

O uso de anticoncepcional também precisa ser informado?

Quando o exame envolve avaliação hormonal, medicamentos que interferem no sistema hormonal podem ser relevantes para a interpretação.

Isso não significa que você deve suspender anticoncepcionais ou qualquer outro medicamento por conta própria.

O Laboratório Cevallos orienta que medicamentos não sejam interrompidos para a realização de exames, salvo quando houver recomendação médica específica. (Laboratório Cevallos)

Se houver dúvida, informe quais medicamentos utiliza e siga a orientação recebida.

Resumindo: menstruada, faço ou remarco?

SituaçãoOrientação geral
Exames de sangue de rotinaA menstruação não determina automaticamente o adiamento
Dosagens hormonaisO momento do ciclo pode ser essencial para a interpretação
Exame de urinaPreferencialmente fora do período menstrual, devido ao risco de contaminação
Exame urgente durante a menstruaçãoNão adie sozinha, consulte o laboratório
Ciclo irregular + exame hormonalConfirme o momento adequado da coleta
Uso de medicamentosNão suspenda por conta própria

Essas são orientações gerais. O pedido médico e as instruções específicas do exame sempre têm prioridade.

Antes de cancelar seus exames, confirme

Receber a menstruação perto da data da coleta não significa que todo o pedido precisa voltar para a gaveta.

Em alguns exames, nada muda.

Em outros, o dia do ciclo é uma informação importante.

E, no caso da urina, esperar o término do sangramento pode ajudar a evitar uma amostra contaminada quando não houver urgência.

A melhor decisão é confirmar antes da coleta, principalmente quando o pedido inclui exame de urina ou dosagens hormonais.

Se você está com seu pedido em mãos e tem dúvidas sobre o preparo, entre em contato com o Laboratório Cevallos pelo WhatsApp para receber as orientações relacionadas aos exames solicitados.

WhatsApp: (37) 99130-0142

Leia também: Saúde feminina e análises clínicas, quais exames é preciso realizar em cada fase da vida?

Referências

  1. American Society for Reproductive Medicine, ASRM. Testing and interpreting measures of ovarian reserve: a committee opinion. Orientações sobre FSH e estradiol no início do ciclo menstrual.
    https://www.asrm.org/practice-guidance/practice-committee-documents/testing-and-interpreting-measures-of-ovarian-reserve-a-committee-opinion-2020/
  2. American Society for Reproductive Medicine, ASRM. Fertility evaluation of infertile women: a committee opinion. Orientação sobre o momento da dosagem de progesterona.
    https://www.asrm.org/practice-guidance/practice-committee-documents/fertility-evaluation-of-infertile-women-a-committee-opinion-2021/
  3. American College of Obstetricians and Gynecologists, ACOG. Asymptomatic Microscopic Hematuria in Women. Informações sobre menstruação e contaminação de amostras de urina.
    https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/committee-opinion/articles/2017/06/asymptomatic-microscopic-hematuria-in-women
  4. European Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine, EFLM. The EFLM European Urinalysis Guideline 2023. Recomendações sobre qualidade e coleta de amostras para urinálise.
    https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38534005/
  5. Hospital das Forças Armadas. Instruções para coleta de EAS e urocultura.
    https://www.gov.br/hfa/pt-br/servicos-e-informacoes/consultas-e-exames/laboratorio-de-analises-clinicas/instrucoes-para-coleta-de-eas-e-urocultura
  6. Laboratório Cevallos. FAQ, orientações sobre menstruação, medicamentos e preparo para exames.
    https://www.cevallos.com.br/faq/

Exame de sangue detecta câncer de mama?

Outubro Rosa costuma aumentar a procura por exames e informações sobre prevenção. E uma dúvida aparece com frequência: é possível descobrir câncer de mama por um exame de sangue?

Para mulheres sem diagnóstico prévio, a resposta é clara: não existe atualmente um exame de sangue de rotina recomendado para rastrear câncer de mama ou confirmar sozinho a presença da doença.

Hemograma, exames hormonais e outros exames laboratoriais podem ser importantes para avaliar diferentes aspectos da saúde da mulher, mas não substituem os métodos específicos de detecção do câncer de mama.

O rastreamento é feito principalmente pela mamografia, de acordo com a idade e o risco individual. Quando existe uma alteração suspeita, exames de imagem ajudam na investigação e, se necessário, a biópsia é o método que confirma o diagnóstico.

Essa diferença é importante porque ter exames de sangue normais não significa que o rastreamento da mama esteja automaticamente em dia.

Qual exame é usado para detectar câncer de mama?

A resposta depende da situação.

Rastreamento e investigação diagnóstica não são a mesma coisa.

SituaçãoO que se buscaPrincipal caminho
Pessoa sem sintomasIdentificar alterações antes de surgirem sinaisMamografia conforme indicação
Nódulo ou outro sinal suspeitoDescobrir a causa da alteraçãoAvaliação clínica e exames de imagem
Lesão suspeita nos examesConfirmar ou excluir câncerBiópsia

No Brasil, o INCA informa que a mamografia consegue identificar alterações suspeitas antes que elas sejam percebidas pela pessoa.

Se uma alteração suspeita é encontrada, mamografia diagnóstica, ultrassonografia ou outros métodos podem ser utilizados conforme o caso.

A confirmação, porém, é diferente.

O National Cancer Institute destaca que a biópsia é a única forma segura de confirmar o diagnóstico de câncer de mama, porque permite analisar células ou tecido da região suspeita.

Um hemograma normal exclui câncer de mama?

Não.

O hemograma mede componentes do sangue, como hemácias, leucócitos e plaquetas. Ele pode ajudar na investigação de inúmeras condições, mas não foi desenvolvido para rastrear câncer de mama.

Uma pessoa pode apresentar câncer de mama em estágio inicial e ter um hemograma sem alterações relevantes.

O raciocínio inverso também é importante.

Um hemograma alterado não significa que exista câncer de mama, porque alterações nessas células podem ocorrer por diversas causas.

Por isso:

exame de sangue normal não exclui câncer de mama;

exame de sangue alterado não confirma câncer de mama.

A interpretação depende da pergunta que aquele exame foi criado para responder.

E o CA 15-3? Ele não é um marcador do câncer de mama?

Sim, o CA 15-3 é um marcador tumoral, mas isso não significa que ele funcione como exame de rastreamento.

O National Cancer Institute informa que a dosagem de CA 15-3 no sangue pode ser utilizada, em determinados contextos, para acompanhar resposta ao tratamento ou verificar uma possível recorrência em pessoas que já possuem câncer de mama.

Esse é um cenário completamente diferente de testar uma mulher saudável para descobrir se existe um câncer inicial.

O CA 15-3 não é recomendado como substituto da mamografia nem como método isolado para diagnosticar câncer de mama.

Por isso, fazer o marcador “só para conferir” pode gerar interpretações equivocadas.

Um resultado normal não exclui um tumor.

E um resultado aumentado também não confirma câncer sozinho.

Por que existem exames de laboratório depois que o câncer é diagnosticado?

Porque o laboratório pode ter funções muito diferentes ao longo da investigação e do tratamento.

Depois que uma biópsia confirma câncer de mama, o próprio tecido tumoral é analisado em laboratório para identificar características importantes da doença.

Entre elas estão:

  • receptores de estrogênio;
  • receptores de progesterona;
  • HER2;
  • em determinados contextos, Ki-67 e outros biomarcadores.

Essas análises ajudam a caracterizar o tumor e a orientar decisões de tratamento.

Perceba a diferença:

não são exames de sangue usados para rastrear uma mulher sem diagnóstico.

São testes realizados principalmente no tecido tumoral depois que a doença já foi identificada.

Qual é a recomendação atual de mamografia no Brasil?

Esse ponto mudou recentemente e merece atenção.

Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde passou a recomendar, no SUS, mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos que não apresentam sinais ou sintomas suspeitos.

Para mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos, o acesso à mamografia no SUS pode ocorrer a partir de decisão compartilhada com um profissional de saúde, considerando benefícios e possíveis riscos.

Mulheres com risco elevado também podem precisar de uma estratégia individualizada.

Por isso, uma regra populacional não deve substituir a avaliação da história pessoal e familiar.

Se eu tiver um nódulo, devo esperar a idade do rastreamento?

Não.

A recomendação por idade é destinada ao rastreamento de pessoas sem sintomas.

Quando existe uma alteração suspeita, estamos falando de investigação diagnóstica.

Entre os sinais que merecem avaliação estão:

  • nódulo persistente na mama;
  • alteração no formato ou retração do mamilo;
  • saída espontânea de secreção sanguinolenta;
  • retração ou mudança persistente da pele;
  • pele com aspecto semelhante à casca de laranja;
  • aumento de linfonodos na axila.

Esses sinais não significam automaticamente câncer, mas precisam ser avaliados independentemente da idade da pessoa.

Não é adequado esperar chegar à faixa etária do rastreamento quando já existe uma alteração clínica.

Autoexame substitui mamografia?

Não.

A orientação atual não é depender de uma técnica rígida de autoexame para tentar encontrar precocemente todos os tumores.

O INCA recomenda que as pessoas conheçam suas mamas e percebam alterações que não eram habituais, procurando avaliação quando identificarem mudanças suspeitas.

Isso ajuda no diagnóstico precoce de alterações sintomáticas.

Mas não substitui o rastreamento mamográfico quando ele está indicado.

A mamografia tem justamente a capacidade de encontrar algumas alterações antes que elas sejam percebidas ao toque.

Meu check-up laboratorial está normal. Ainda preciso da mamografia?

Se a mamografia estiver indicada para você, sim.

Um check-up laboratorial pode responder a perguntas importantes sobre outros aspectos da saúde, dependendo dos exames solicitados.

Pode incluir, por exemplo, avaliações relacionadas à glicemia, ao colesterol, às células do sangue e ao funcionamento de determinados órgãos.

Mas esses resultados não avaliam a mama da mesma maneira que uma mamografia.

Da mesma forma, fazer mamografia não substitui exames laboratoriais necessários para avaliar outras questões de saúde.

São ferramentas diferentes, com objetivos diferentes.

Essa separação é particularmente importante no Outubro Rosa.

O mês pode funcionar como um lembrete para revisar o acompanhamento da saúde da mulher de maneira ampla, mas sem misturar as funções dos exames.

O próprio Cevallos possui conteúdos voltados ao acompanhamento geral da saúde feminina e oferece check-up feminino, mas esses exames laboratoriais não devem ser apresentados como substitutos do rastreamento mamográfico.

Por que esse assunto importa tanto em 2026?

Porque o câncer de mama continua sendo um dos principais problemas oncológicos entre as mulheres brasileiras.

A estimativa mais recente do INCA projeta 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Excluindo os tumores de pele não melanoma, ele representa cerca de 30% dos novos cânceres estimados na população feminina.

Esse dado não deve gerar medo.

Ele reforça a importância de utilizar corretamente as estratégias que realmente demonstram benefício.

O objetivo do Outubro Rosa não deveria ser fazer “qualquer exame”.

Deveria ser ajudar cada pessoa a entender qual exame responde a qual pergunta.

Afinal, exame de sangue detecta câncer de mama?

Não existe atualmente um exame de sangue de rotina recomendado para rastrear câncer de mama ou confirmar sozinho a doença.

A mamografia é o principal método utilizado no rastreamento, conforme a idade e o risco.

Quando existe uma alteração suspeita, a investigação pode incluir outros exames de imagem.

E, quando é necessário confirmar se uma lesão é câncer, a resposta vem da análise do tecido obtido por biópsia.

Marcadores como CA 15-3 possuem outras aplicações em oncologia, mas não substituem esse caminho.

Exames laboratoriais continuam sendo importantes para a avaliação de várias outras dimensões da saúde da mulher.

A melhor estratégia não é fazer o maior número possível de exames.

É realizar o exame adequado para aquilo que precisa ser investigado.

Outubro também pode ser um momento para revisar seus exames de rotina

O Laboratório Cevallos oferece check-up feminino e exames laboratoriais de rotina em Divinópolis.

Eles podem fazer parte do acompanhamento geral da saúde, conforme orientação profissional, mas não substituem a mamografia ou a investigação específica de alterações mamárias.

Se você já possui um pedido de exames laboratoriais, fale com a equipe para confirmar a realização e o preparo.

WhatsApp: (37) 99130-0142

Falar com o Laboratório Cevallos pelo WhatsApp

Referências científicas

  1. Instituto Nacional de Câncer, INCA. Detecção precoce do câncer de mama, recomendação atual de rastreamento mamográfico. Acessar a orientação do INCA
  2. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama, atualizado em maio de 2026. Acessar o PCDT atual
  3. Instituto Nacional de Câncer, INCA. Estimativa 2026–2028, Incidência de Câncer no Brasil. Acessar as estimativas atuais
  4. National Cancer Institute. How Is Breast Cancer Diagnosed? Informações sobre mamografia diagnóstica, exames de imagem e confirmação por biópsia. Acessar a referência do NCI
  5. National Cancer Institute. Tests for Breast Cancer Biomarkers. Informações sobre receptores hormonais, HER2 e outros biomarcadores utilizados após o diagnóstico. Acessar a referência sobre biomarcadores
  6. National Cancer Institute. Tumor Marker Tests in Common Use. Aplicações clínicas de CA 15-3 e CA 27.29. Acessar a referência sobre marcadores tumorais
  7. Loibl S, André F, Bachelot T, et al. Early breast cancer: ESMO Clinical Practice Guideline for diagnosis, treatment and follow-up. Annals of Oncology. 2024;35(2):159-182. Acessar a diretriz no PubMed

Meu espermograma veio alterado. Isso significa que sou infértil?

Ver palavras como “abaixo da referência”, “motilidade reduzida” ou “morfologia alterada” no espermograma costuma provocar uma conclusão imediata: “isso significa infertilidade”.

Na maioria das situações, essa interpretação é simplista.

O espermograma é um exame fundamental na avaliação da fertilidade masculina, mas um parâmetro isolado não determina, sozinho, se um homem é fértil ou infértil. A diretriz atual da European Association of Urology (EAU) reforça que concentração, motilidade e morfologia não são, individualmente, diagnósticas de infertilidade.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma distinção importante: os valores publicados em seu manual são referências obtidas em uma população, não fronteiras absolutas que separam homens férteis de homens inférteis.

Por isso, um espermograma alterado exige contexto, e em algumas situações, uma nova coleta antes de conclusões definitivas.

O que o espermograma avalia?

O exame analisa diferentes características do sêmen e dos espermatozoides.

Entre as principais estão:

ParâmetroO que avalia
VolumeQuantidade de sêmen obtida na ejaculação
ConcentraçãoQuantidade de espermatozoides por volume
Número totalQuantidade estimada no ejaculado completo
MotilidadeProporção de espermatozoides que se movimentam
Motilidade progressivaCapacidade de avançar de forma efetiva
MorfologiaCaracterísticas estruturais dos espermatozoides
VitalidadeProporção de espermatozoides vivos

A sexta edição do Manual de Laboratório da OMS para Exame e Processamento do Sêmen Humano, publicada em 2021 e ainda vigente, padroniza a avaliação desses parâmetros para melhorar a qualidade e a comparabilidade dos resultados.

É justamente por avaliar diferentes aspectos que o espermograma não deve ser resumido a “quantos espermatozoides existem”.

Um resultado abaixo da referência significa infertilidade?

Não necessariamente.

Esse é um dos pontos mais importantes para interpretar o exame corretamente.

Os limites de referência da OMS foram construídos a partir da distribuição dos resultados encontrados em homens cujas parceiras conseguiram engravidar em determinado período.

A própria OMS alerta que esses percentis não representam uma divisão clara entre fertilidade e subfertilidade.

Isso significa que um resultado um pouco abaixo de uma referência não transforma automaticamente alguém em “infértil”.

Da mesma forma, estar acima de todos os valores de referência não garante que uma gravidez ocorrerá.

A fertilidade depende de múltiplos fatores masculinos e femininos, e a investigação precisa considerar o contexto do casal.

Então por que um espermograma alterado importa?

Porque alterações podem indicar que algum componente da função reprodutiva masculina merece investigação.

A relevância tende a aumentar quando:

  • mais de um parâmetro está alterado;
  • as alterações são importantes;
  • o resultado permanece alterado em uma nova análise;
  • não são encontrados espermatozoides na amostra;
  • há histórico clínico ou reprodutivo relevante;
  • existem alterações ao exame físico ou outros fatores de risco.

A EAU recomenda investigação andrológica quando alterações são confirmadas em análises sucessivas e destaca que a avaliação deve incluir história médica e reprodutiva, fatores de estilo de vida, exame físico e espermograma.

Ou seja, o laudo é uma parte da investigação, não a investigação inteira.

Um espermograma alterado precisa ser repetido?

Em muitos casos, sim.

Esse ponto ganhou uma orientação global mais específica com a primeira Diretriz da OMS para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Infertilidade, publicada em novembro de 2025.

Para homens de casais em investigação de infertilidade que apresentem um ou mais parâmetros fora das referências da OMS, a organização sugere repetir o espermograma após um intervalo mínimo de 11 semanas.

É importante entender a força dessa recomendação: a própria OMS a classifica como condicional, baseada em evidência de certeza muito baixa. Portanto, 11 semanas não devem ser tratadas como regra rígida aplicável a qualquer pessoa que faça um espermograma por qualquer motivo.

A diretriz da EAU, por sua vez, recomenda pelo menos duas análises consecutivas quando o exame inicial está alterado.

A necessidade e o momento da repetição devem ser definidos conforme o motivo do exame e a avaliação profissional.

Por que o resultado pode mudar entre duas coletas?

Porque os parâmetros seminais apresentam variabilidade biológica.

A OMS destaca que uma primeira análise fora dos valores de referência pode refletir uma alteração persistente, mas também pode sofrer influência de fatores transitórios. Entre os exemplos citados na diretriz de 2025 estão coleta incompleta da amostra, doença febril recente e variabilidade individual.

Isso explica por que uma alteração inesperada nem sempre deve levar diretamente a uma conclusão definitiva.

Também reforça a importância de seguir corretamente as orientações de preparo e coleta fornecidas pelo laboratório.

Se parte da amostra não foi coletada, se houve uma doença recente ou se alguma orientação não foi seguida, essa informação deve ser comunicada.

Febre pode alterar o espermograma?

Pode interferir.

Uma doença febril recente é reconhecida pela OMS como um dos fatores transitórios capazes de contribuir para alterações dos parâmetros seminais.

Isso ocorre porque a produção de espermatozoides é um processo contínuo e relativamente longo. A própria recomendação de aguardar pelo menos 11 semanas para uma nova análise alterada foi definida considerando a duração aproximada de um ciclo de espermatogênese.

Portanto, informar ao profissional se houve febre ou doença relevante nos meses anteriores pode ajudar a interpretar um resultado inesperado.

Morfologia ou motilidade alteradas, sozinhas, fecham diagnóstico?

Não.

A motilidade mostra como os espermatozoides se movimentam. A morfologia avalia suas características estruturais segundo critérios laboratoriais específicos.

Ambas são informações importantes, mas não funcionam como testes binários.

A EAU é clara ao afirmar que nenhum parâmetro individual do espermograma, incluindo concentração, motilidade ou morfologia, é diagnóstico por si só de infertilidade.

Isso evita dois erros comuns:

“Minha morfologia veio alterada, então não posso ter filhos.”

e

“Minha contagem veio boa, então minha fertilidade está garantida.”

Nenhuma das conclusões pode ser estabelecida apenas dessa forma.

Um espermograma normal garante fertilidade?

Também não.

Um exame dentro dos valores de referência é uma informação favorável sobre os parâmetros avaliados, mas não consegue avaliar sozinho todos os fatores envolvidos na capacidade de um casal conseguir uma gestação.

A OMS define infertilidade como uma condição do sistema reprodutivo masculino ou feminino caracterizada, em geral, pela ausência de gravidez após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem contracepção.

Portanto, o diagnóstico não nasce simplesmente de uma coluna do espermograma estar marcada como normal ou alterada.

Se existe dificuldade persistente para engravidar, a avaliação deve considerar os dois parceiros.

O que costuma acontecer depois de um espermograma alterado?

O próximo passo depende do tipo e da intensidade da alteração.

Em vez de solicitar vários exames automaticamente, a investigação costuma começar tentando responder perguntas básicas:

A coleta foi realizada adequadamente?

Houve alguma doença recente?

A alteração apareceu em mais de uma análise?

Existe histórico de cirurgias, doenças ou problemas reprodutivos?

Há medicamentos ou outros fatores relevantes?

Existem alterações no exame físico?

Quando o resultado permanece alterado, a avaliação especializada pode indicar exames complementares de acordo com o padrão encontrado.

A EAU recomenda uma investigação mais ampla dos homens com problemas de fertilidade e parâmetros seminais anormais, sem sugerir que testes adicionais sejam pedidos indiscriminadamente para todos.

Essa diferença é importante: mais exames não significam necessariamente uma investigação melhor.

O objetivo é esclarecer o que aquele resultado realmente significa.

Afinal, espermograma alterado significa infertilidade?

Não, um resultado alterado isoladamente não confirma infertilidade.

O espermograma é uma ferramenta importante para avaliar a função reprodutiva masculina, mas seus parâmetros precisam ser interpretados em conjunto.

Os valores de referência da OMS não funcionam como uma linha absoluta entre fértil e infértil.

Além disso, fatores transitórios podem modificar uma coleta e, quando existem alterações, pode ser necessário repetir o exame antes de avançar na investigação.

A pergunta mais útil, portanto, não é apenas:

“Meu resultado está fora da referência?”

Mas:

“Essa alteração é consistente, qual é sua relevância e o que precisa ser investigado a partir daqui?”

Precisa realizar um espermograma?

O Laboratório Cevallos realiza espermograma em Divinópolis.

Para confirmar as orientações de preparo e coleta antes do exame, entre em contato com a equipe.

WhatsApp: (37) 99130-0142

Referências científicas

  1. World Health Organization. Guideline for the prevention, diagnosis and treatment of infertility. Geneva: WHO; 2025. Acessar a diretriz da OMS
  2. World Health Organization. Recommendation for repeating semen analysis in male-factor infertility. 2025. Acessar a recomendação específica
  3. World Health Organization. WHO laboratory manual for the examination and processing of human semen. 6ª ed. Geneva: WHO; 2021. Acessar o manual da OMS
  4. European Association of Urology. Guidelines on Sexual and Reproductive Health, Male Infertility. Acessar a diretriz da EAU
  5. American Urological Association / American Society for Reproductive Medicine. Diagnosis and Treatment of Infertility in Men, AUA/ASRM Guideline Part I. Acessar a diretriz AUA/ASRM

Estou com sintomas de gripe. Vale a pena fazer o teste de influenza?

Febre, tosse, dor no corpo, cansaço e dor de garganta podem fazer alguém concluir rapidamente: “estou com gripe”.

Mas esses sintomas não são exclusivos da influenza. Outros vírus respiratórios, incluindo SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório, podem produzir quadros semelhantes. O próprio Ministério da Saúde destaca a semelhança das manifestações clínicas entre diferentes agentes respiratórios.

É nesse contexto que o teste de influenza pode ser útil.

A resposta, porém, não é que toda pessoa com sintomas de gripe precisa obrigatoriamente fazer o teste. A utilidade do exame depende do momento da doença, da gravidade, dos fatores de risco e de quanto o resultado pode modificar uma decisão clínica.

Dá para saber se é influenza apenas pelos sintomas?

Nem sempre.

Entre os sintomas mais comuns da influenza estão:

  • febre;
  • tosse;
  • dor de garganta;
  • dor no corpo;
  • dor de cabeça;
  • calafrios;
  • cansaço;
  • congestão ou secreção nasal.

O início pode ser súbito, mas a intensidade varia entre as pessoas.

O problema é que nenhum desses sintomas funciona como uma “assinatura” exclusiva da influenza.

Por isso, dizer “pela dor no corpo, tenho certeza de que é gripe” ou “não tive febre, então não pode ser influenza” simplifica demais uma situação que pode exigir uma avaliação mais ampla.

Quando o teste de influenza pode ser útil?

A testagem ganha valor principalmente quando saber qual vírus está envolvido pode mudar a condução do caso.

As diretrizes da Infectious Diseases Society of America (IDSA) recomendam considerar a testagem especialmente quando o resultado pode influenciar decisões sobre tratamento, outras investigações ou manejo de pessoas com maior risco de complicações. Para pacientes hospitalizados com suspeita de influenza, os testes moleculares são preferidos.

Na prática, a importância do teste pode aumentar quando há:

  • maior risco de complicações;
  • piora de uma doença crônica durante o quadro respiratório;
  • suspeita de pneumonia ou outra complicação;
  • necessidade de internação;
  • dúvida diagnóstica que pode alterar a conduta.

Em uma pessoa saudável com sintomas leves, por outro lado, nem sempre identificar laboratorialmente o vírus mudará o tratamento.

A decisão não deve ser automática.

Qual é o melhor momento para fazer o teste?

Quando a testagem é indicada, quanto mais próxima do início dos sintomas for a coleta, maior tende a ser a chance de detectar o vírus nas vias respiratórias.

O CDC orienta que a amostra seja coletada o mais próximo possível do início da doença, idealmente nos primeiros três a quatro dias.

Isso acontece porque a quantidade de vírus presente nas vias respiratórias costuma ser maior nos primeiros dias e tende a diminuir posteriormente.

Mas passar desse período não significa automaticamente que “não adianta mais testar”.

Testes moleculares podem detectar material genético do vírus influenza por períodos mais longos do que testes de antígeno, e crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas também podem apresentar eliminação viral por mais tempo.

Como é feita a coleta?

A investigação laboratorial da influenza utiliza amostras respiratórias, e não um exame de sangue convencional.

A amostra pode ser obtida das vias respiratórias superiores, por exemplo por meio de swab nasal ou nasofaríngeo, conforme o método utilizado.

O tipo de material necessário depende do teste.

Por isso, não é adequado presumir que todos os exames para influenza utilizem exatamente a mesma coleta.

Teste rápido e PCR para influenza são iguais?

Não.

Existem diferentes métodos para detectar o vírus, com desempenhos diferentes.

MétodoO que pesquisaPrincipal característica
Teste de antígenoProteínas viraisResultado rápido, porém menor sensibilidade
Teste molecularMaterial genético viralMaior sensibilidade para detectar influenza

Os testes rápidos de antígeno podem fornecer respostas em poucos minutos, mas apresentam menor capacidade de detectar a doença quando comparados aos métodos moleculares.

Segundo atualização do CDC de junho de 2026, testes rápidos de antígeno possuem sensibilidade geralmente moderada, o que torna resultados falsamente negativos uma possibilidade relevante.

Já os testes moleculares, incluindo RT-PCR e outros métodos de amplificação de ácidos nucleicos, apresentam maior sensibilidade e especificidade para detectar influenza A e B em amostras respiratórias.

Isso não significa que uma pessoa deva escolher sozinha qual método realizar. O exame adequado depende da indicação e do contexto clínico.

Um teste negativo significa que não é influenza?

Não necessariamente.

Este é um dos pontos mais importantes na interpretação.

A chance de um resultado negativo realmente excluir influenza depende de fatores como:

  • método utilizado;
  • momento em que a amostra foi coletada;
  • qualidade da coleta;
  • quantidade de vírus circulando na comunidade;
  • local de onde a amostra foi obtida.

Os testes rápidos de antígeno têm menor sensibilidade que os testes moleculares. Por isso, especialmente quando a influenza está circulando intensamente, um resultado negativo pode ser falso-negativo.

Se a suspeita clínica continuar alta e confirmar a influenza for importante para a condução do caso, o profissional pode considerar investigação com um método molecular.

O resultado precisa ser interpretado junto com o quadro clínico, e não isoladamente.

E se o teste der positivo?

Um resultado positivo indica que o teste detectou influenza na amostra, respeitadas as características do método utilizado.

Mas há uma diferença importante entre detectar o vírus ou seu material genético e concluir que a pessoa continua transmitindo naquele momento.

O CDC explica que testes moleculares podem detectar RNA viral sem que isso necessariamente comprove a presença de vírus viável ou replicação viral ativa.

Por isso, um resultado positivo não deve ser usado sozinho para decidir retorno ao trabalho, fim de isolamento ou outras condutas.

Fiz a vacina da gripe. Ainda posso ter influenza?

Sim.

A vacina contra influenza reduz o risco de doença e, principalmente, de formas graves e complicações, mas não oferece proteção absoluta contra qualquer infecção.

Ter sido vacinado, portanto, não exclui influenza diante de sintomas compatíveis.

O CDC orienta que a decisão sobre testagem seja considerada independentemente do histórico de vacinação quando houver indicação clínica.

Preciso esperar o resultado para iniciar tratamento?

Em determinadas situações, não.

Esse ponto é especialmente importante para pessoas com maior risco de complicações e para quadros graves.

A Nota Técnica Conjunta nº 87/2026 do Ministério da Saúde mantém a recomendação de oseltamivir para todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e para casos de síndrome gripal associados a fatores de risco para complicações por influenza.

O documento reforça que o antiviral deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o começo dos sintomas e que o tratamento indicado deve ocorrer independentemente da confirmação laboratorial.

Portanto, em pessoas elegíveis ao tratamento, esperar pelo resultado do teste não deve atrasar uma intervenção necessária.

Quando procurar atendimento médico em vez de apenas fazer um teste?

Um teste identifica um agente. Ele não determina sozinho a gravidade da doença.

Procure avaliação diante de sinais como:

  • dificuldade para respirar;
  • piora importante do estado geral;
  • sinais de baixa oxigenação;
  • agravamento de doença crônica;
  • sintomas intensos em pessoa de maior risco;
  • necessidade de atendimento hospitalar.

O Ministério da Saúde destaca que a influenza pode evoluir com complicações, especialmente em grupos mais vulneráveis, incluindo crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com determinadas doenças crônicas ou condições de imunossupressão.

Nesses cenários, a prioridade é uma avaliação clínica adequada.

Afinal, quando vale a pena testar para influenza?

O teste é mais útil quando responde a uma pergunta que realmente pode mudar a decisão clínica.

É importante confirmar se os sintomas são causados por influenza?

O resultado modificará o tratamento ou outra investigação?

Existe maior risco de complicações?

O quadro apresenta sinais de gravidade?

A coleta está sendo realizada em um momento adequado?

Também é importante lembrar que um teste negativo, principalmente de antígeno, não exclui influenza em todas as situações.

E, quando existe indicação de tratamento precoce, o exame não deve atrasar o cuidado.

Para conhecer melhor os diferentes tipos de vírus influenza, você também pode consultar o conteúdo já publicado pelo Cevallos sobre Influenza A, B e C. Ler o artigo do Laboratório Cevallos

Precisa realizar teste para influenza?

O Laboratório Cevallos divulga a realização de testes para influenza em Divinópolis.

Se houve indicação para realizar o exame, entre em contato com a equipe para confirmar as orientações de coleta e atendimento.

WhatsApp: (37) 99130-0142

Falar com o Laboratório Cevallos pelo WhatsApp

Referências científicas

  1. Ministério da Saúde. Nota Técnica Conjunta nº 87/2026-SVSA/SAPS/SAES/SESAI/MS. Atualização sobre circulação de vírus respiratórios e manejo clínico de síndrome gripal e SRAG. Acessar documento oficial
  2. Ministério da Saúde. Gripe, influenza. Informações oficiais sobre sintomas, complicações, grupos de risco, tratamento e prevenção. Acessar página do Ministério da Saúde
  3. Centers for Disease Control and Prevention. Guide for Considering Influenza Testing When Influenza Viruses Are Circulating in the Community. Atualização vigente. Acessar orientação do CDC
  4. Centers for Disease Control and Prevention. Rapid Influenza Diagnostic Tests. Atualizado em 22 de junho de 2026. Acessar referência sobre testes rápidos
  5. Centers for Disease Control and Prevention. Molecular Assays for Diagnosis of Influenza Virus Infection. Atualizado em 30 de abril de 2026. Acessar referência sobre testes moleculares
  6. Infectious Diseases Society of America. Clinical Practice Guideline for Seasonal Influenza. Recomendações sobre indicação e métodos de testagem. Acessar diretriz da IDSA

Colesterol alto dá sintomas? Como saber se está alterado e quando investigar

Colesterol alto dá sintomas? Como saber se o resultado realmente preocupa?

Uma pessoa pode ter colesterol elevado e continuar se sentindo exatamente como sempre.

Essa é uma das principais características das dislipidemias: na maioria das vezes, não existem sintomas específicos que avisem que o colesterol está alto. A descoberta costuma acontecer por meio de um exame de sangue.

Mas encontrar um LDL destacado no laudo também não significa que todas as pessoas com aquele mesmo número tenham o mesmo risco.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025 reforça que a interpretação deve considerar o risco cardiovascular individual. A meta de LDL de uma pessoa de baixo risco, por exemplo, não é a mesma de alguém que já teve um infarto ou apresenta doença cardiovascular estabelecida.

Portanto, duas ideias são importantes desde o início:

sentir-se bem não significa que o colesterol esteja normal;

e um número alterado não deve ser interpretado isoladamente.

Colesterol alto dá algum sintoma?

Geralmente, não.

O colesterol elevado costuma permanecer silencioso durante anos. É por isso que esperar por cansaço, dor de cabeça, tontura ou algum outro sinal para decidir medir o colesterol não é uma estratégia confiável.

Quando aparecem manifestações como dor no peito ou dor nas pernas durante uma caminhada, elas podem estar relacionadas às consequências da aterosclerose, e não ao colesterol elevado funcionando como um sintoma direto.

A aterosclerose acontece quando há formação de placas nas paredes das artérias, comprometendo progressivamente a circulação. O excesso de partículas relacionadas ao LDL participa desse processo e está associado ao risco de eventos como infarto e acidente vascular cerebral.

É justamente por ser uma alteração frequentemente silenciosa que a avaliação laboratorial tem importância.

Qual exame mostra se o colesterol está alterado?

A avaliação é feita pelo perfil lipídico, exame de sangue que reúne diferentes informações sobre os lipídios circulantes.

Entre os principais componentes estão:

  • colesterol total;
  • LDL-c;
  • HDL-c;
  • triglicerídeos;
  • colesterol não-HDL.

Esses resultados não significam a mesma coisa e não devem ser avaliados como se fossem apenas diferentes versões do “colesterol total”.

LDL-c

O LDL é uma lipoproteína que transporta colesterol pela circulação. Quando há excesso de partículas aterogênicas por tempo suficiente, aumenta a possibilidade de deposição de colesterol nas paredes arteriais e de desenvolvimento de aterosclerose.

Por isso, o LDL é um dos principais alvos da prevenção cardiovascular.

HDL-c

O HDL participa do transporte do colesterol dos tecidos para outras etapas de processamento e eliminação.

É frequentemente chamado de “colesterol bom”, mas a interpretação atual é mais complexa do que simplesmente considerar que “quanto maior, melhor”. A prevenção cardiovascular não é feita tentando elevar isoladamente o HDL enquanto se ignora o restante do risco.

Triglicerídeos

Triglicerídeos são outra forma de gordura presente no sangue e funcionam como importante reserva de energia.

Seus níveis podem ser influenciados por alimentação, álcool, peso corporal, diabetes e outras condições metabólicas. Quando muito elevados, merecem atenção também pelo risco de complicações além da aterosclerose.

Existe um valor de LDL considerado normal para todo mundo?

Não.

Esse é um dos pontos mais importantes para compreender um resultado de colesterol em 2026.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 estabelece metas de LDL conforme a categoria de risco cardiovascular.

Risco cardiovascularMeta de LDL-c
Baixoabaixo de 115 mg/dL
Intermediárioabaixo de 100 mg/dL
Altoabaixo de 70 mg/dL
Muito altoabaixo de 50 mg/dL
Extremoabaixo de 40 mg/dL

Esses valores não devem ser utilizados para que a pessoa classifique a si própria.

A categoria de risco depende de informações clínicas e pode considerar idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, doença cardiovascular prévia e outros fatores.

Isso explica por que duas pessoas com LDL de 105 mg/dL, por exemplo, podem receber interpretações diferentes.

Para uma delas, aquele resultado pode estar dentro da meta definida.

Para outra, pode permanecer acima do objetivo necessário.

O exame fornece o número. O contexto determina o significado daquele número.

Por que o LDL recebe tanta atenção?

Porque a relação entre redução do LDL e diminuição do risco cardiovascular é sustentada por um grande conjunto de evidências.

A Diretriz Brasileira de 2025 reúne dados de ensaios clínicos, estudos genéticos e análises epidemiológicas que demonstram redução de eventos cardiovasculares à medida que o LDL é reduzido em pessoas para as quais existe indicação de tratamento.

A diretriz também destaca um princípio importante: quanto maior o risco cardiovascular da pessoa, mais rigorosa tende a ser a meta de LDL.

Isso é diferente de tratar todo resultado acima de determinado número da mesma maneira.

Sou magro e me alimento bem. Posso ter colesterol alto mesmo assim?

Sim.

O peso corporal, sozinho, não permite prever como está o perfil lipídico.

Alimentação, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool podem influenciar o risco cardiovascular, mas fatores genéticos também têm papel importante nos níveis de colesterol.

Há inclusive uma condição hereditária chamada hipercolesterolemia familiar, que pode produzir níveis elevados de LDL desde fases precoces da vida.

Por isso, uma pessoa jovem, magra e fisicamente ativa não deve considerar essas características como garantia de que seu colesterol esteja normal.

Histórico familiar muda a importância do resultado?

Pode mudar.

Histórico de colesterol muito elevado em familiares ou de doença cardiovascular precoce pode aumentar a suspeita de predisposição hereditária e modificar a avaliação do risco.

Esse contexto merece atenção especialmente quando aparecem:

  • LDL muito elevado;
  • colesterol aumentado desde a juventude;
  • vários familiares com colesterol alto;
  • infarto ou outras doenças cardiovasculares precoces na família.

Isso não significa que qualquer pessoa com histórico familiar tenha hipercolesterolemia familiar.

Significa que o mesmo resultado laboratorial pode adquirir maior relevância quando existe um contexto familiar compatível.

Preciso estar em jejum para fazer o perfil lipídico?

Nem sempre.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 permite a realização do perfil lipídico sem jejum em muitas situações, especialmente na avaliação inicial.

O preparo, entretanto, pode mudar conforme o contexto e os demais exames presentes no pedido.

Há também situações específicas em que uma nova coleta em jejum pode ser necessária.

Por isso, não é adequado presumir automaticamente que todo exame de colesterol exige 12 horas sem comer.

Antes da coleta, o melhor caminho é confirmar o preparo conforme o pedido completo.

Meu colesterol veio alterado. Preciso repetir o exame?

Não necessariamente de imediato.

A decisão depende de fatores como:

  • magnitude da alteração;
  • resultados anteriores;
  • condições em que a coleta foi feita;
  • histórico clínico;
  • presença de outros fatores de risco;
  • necessidade de acompanhar alguma intervenção.

Um resultado inesperado também pode precisar ser contextualizado antes de qualquer conclusão.

O objetivo de uma nova coleta não é simplesmente “ver se dessa vez veio normal”, mas responder a uma dúvida clínica real.

Colesterol alto significa que vou ter um infarto?

Não.

Colesterol elevado é um fator de risco, não uma previsão de que determinada pessoa obrigatoriamente terá um infarto ou AVC.

Ao mesmo tempo, dizer que algo é um fator de risco não significa que possa ser ignorado.

O desenvolvimento da aterosclerose depende da exposição ao longo do tempo e da interação com diversos outros fatores cardiovasculares.

É justamente por isso que a avaliação de risco individual é tão importante.

A diretriz brasileira atual orienta que a intensidade das medidas adotadas seja proporcional ao risco, evitando tanto o tratamento insuficiente de quem precisa de maior proteção quanto intervenções desnecessárias em pessoas de risco mais baixo.

O que fazer quando o colesterol vem alto?

O primeiro passo é não cair em dois extremos.

Não ignore porque você se sente bem.

E não conclua, olhando apenas para o laudo, que existe uma doença grave.

A interpretação adequada procura responder:

  • qual componente do perfil lipídico está alterado;
  • em que grau ele está alterado;
  • qual é o risco cardiovascular daquela pessoa;
  • como estavam os exames anteriores;
  • quais outros fatores de risco estão presentes;
  • se há histórico familiar importante;
  • qual é a meta adequada para aquele caso.

A partir dessa análise, o profissional pode orientar mudanças no estilo de vida, acompanhamento, investigação complementar ou tratamento medicamentoso quando houver indicação.

Quando um resultado merece atenção especial?

Algumas situações justificam avaliação particularmente cuidadosa, entre elas:

  • LDL muito elevado;
  • triglicerídeos muito elevados;
  • alterações persistentes em exames sucessivos;
  • colesterol elevado em pessoas jovens;
  • histórico familiar importante;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • doença renal;
  • doença cardiovascular já conhecida.

Além disso, sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar importante ou sinais compatíveis com uma emergência cardiovascular não devem levar a pessoa a simplesmente marcar um exame de colesterol.

Nessas situações, é necessário procurar atendimento médico.

Afinal, como saber se meu colesterol está realmente alto?

A resposta depende de duas etapas.

A primeira é objetiva: medir o perfil lipídico por meio de exame de sangue.

A segunda exige contexto: entender o que LDL, HDL, triglicerídeos e outros resultados representam diante do risco cardiovascular individual.

Por isso, “meu LDL passou do valor que eu esperava” não é a mesma coisa que “sei qual é meu risco”.

E “eu me sinto bem” também não substitui a medição.

O benefício do exame está justamente em identificar uma alteração que muitas vezes não produz sintomas e permitir que a decisão seguinte seja baseada em dados, não em sensação.

Vai realizar seu perfil lipídico?

O Laboratório Cevallos realiza exames laboratoriais de rotina em Divinópolis, incluindo exames utilizados na avaliação do perfil lipídico em seus conteúdos de check-up.

Se você já possui um pedido de exames, fale com a equipe para confirmar as orientações de preparo antes da coleta.

WhatsApp: (37) 99130-0142

Falar com o Laboratório Cevallos pelo WhatsApp

Referências científicas

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(9), e20250640. Acessar a diretriz oficial
  2. Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025. DOI: 10.36660/abc.20250640. Acessar o texto integral no SciELO
  3. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde. Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, 2026. Acessar orientação do Ministério da Saúde
  4. Ministério da Saúde. Colesterol: o que isso quer dizer? Informações sobre LDL, HDL e fatores associados ao colesterol elevado. Acessar conteúdo do Ministério da Saúde
  5. Centers for Disease Control and Prevention. Testing for Cholesterol. Orientações sobre perfil lipídico e caráter assintomático do colesterol elevado. Acessar orientação do CDC
  6. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde. Hipercolesterolemia Familiar, guia de prática clínica e referência à atualização brasileira. Acessar referência sobre hipercolesterolemia familiar

Como ajudar alguém com pensamentos suicidas? O que fazer e o que não dizer

Alguém disse “não aguento mais”. Como eu devo responder?

“Não aguento mais.”

“Queria desaparecer.”

“Não vejo saída.”

É comum ouvir uma frase assim e não saber se a pessoa está apenas desabafando, se devemos perguntar mais ou se existe risco real.

A primeira informação importante é: não existe uma frase isolada capaz de confirmar que alguém está pensando em suicídio. O Ministério da Saúde orienta observar essas manifestações dentro do contexto, especialmente quando mudanças de comportamento, falas de desesperança, isolamento ou outros sinais aparecem juntos. (gov.br)

Também não é necessário encontrar uma resposta perfeita.

O mais importante é levar o sofrimento a sério, criar espaço para a pessoa falar, perguntar diretamente quando houver preocupação e ajudá-la a ter acesso a apoio profissional.

Quais sinais merecem atenção?

O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial. Não existe uma fórmula que permita prever com certeza quando uma pessoa está em risco. (gov.br)

Alguns comportamentos, porém, merecem atenção, principalmente quando são novos, se intensificam ou aparecem em conjunto.

Entre eles estão:

  • falas sobre morte, desaparecer ou não querer mais viver;
  • sensação intensa de desesperança;
  • dizer que é um peso para outras pessoas;
  • isolamento de familiares e amigos;
  • abandono de planos para o futuro;
  • mudanças importantes de comportamento;
  • despedidas incomuns;
  • organização de assuntos pessoais como se estivesse se despedindo;
  • procura por formas de provocar a própria morte.

A Organização Mundial da Saúde também reconhece mudanças importantes de humor, isolamento social e manifestações diretas ou indiretas sobre morte como sinais que devem ser levados a sério. (who.int)

Nenhum desses sinais, sozinho, confirma que uma tentativa acontecerá.

Mas ignorá-los porque “a pessoa sempre fala isso” ou porque “ela parece bem hoje” também pode ser um erro.

Posso perguntar diretamente se a pessoa está pensando em suicídio?

Sim.

Existe um receio comum de que perguntar sobre suicídio possa “colocar a ideia na cabeça” de alguém.

A Organização Mundial da Saúde afirma que perguntar diretamente não leva uma pessoa a agir em decorrência de pensamentos suicidas. Pelo contrário, a conversa pode diminuir a ansiedade e ajudar alguém a se sentir compreendido. (who.int)

Se uma fala ou mudança de comportamento causou preocupação, perguntas claras podem ser mais úteis do que tentar adivinhar.

Por exemplo:

“Você está pensando em morrer?”

“Você tem pensado em tirar a própria vida?”

A pergunta deve ser feita com calma, sem julgamento e com disponibilidade real para ouvir a resposta.

Evitar o assunto não torna o risco menor.

O que dizer quando alguém revela que está em sofrimento?

A primeira tarefa não é convencer a pessoa de que “a vida é boa”.

É ouvir.

O Ministério da Saúde recomenda procurar um momento e um local adequados para conversar, demonstrar disponibilidade, ouvir com mente aberta e oferecer apoio. (gov.br)

Frases simples podem abrir espaço:

“Quer me contar o que está acontecendo?”

“Estou aqui para ouvir.”

“Você não precisa resolver isso sozinho.”

“Vamos procurar ajuda juntos?”

Observe que nenhuma delas promete resolver o problema.

Elas comunicam presença.

O que é melhor evitar?

Algumas respostas podem surgir com boa intenção, mas acabar diminuindo a experiência da pessoa.

Entre elas:

“Isso vai passar.”

“Pense positivo.”

“Você tem tudo para ser feliz.”

“Tem gente passando por coisas muito piores.”

“Você precisa ser forte.”

Comparações e julgamentos podem aumentar a sensação de que o sofrimento não está sendo compreendido.

Também não é adequado transformar a conversa em um debate sobre se a pessoa “tem motivos” para se sentir daquela maneira.

O sofrimento não precisa parecer proporcional aos olhos de outra pessoa para ser real.

Preciso saber resolver o problema?

Não.

Amigos e familiares não precisam assumir o papel de psicólogo ou psiquiatra nem substituir um serviço de emergência.

A contribuição mais importante pode ser justamente conectar a pessoa a quem consegue oferecer o cuidado necessário.

O Ministério da Saúde orienta incentivar a procura por profissionais e serviços de saúde e, quando possível, oferecer-se para acompanhar a pessoa. (gov.br)

Isso pode incluir:

  • Unidade Básica de Saúde;
  • Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);
  • profissionais de saúde mental;
  • serviços de urgência e emergência;
  • apoio emocional pelo CVV.

A Rede de Atenção Psicossocial do SUS articula diferentes pontos de cuidado, desde a atenção básica até CAPS, hospitais, UPA e SAMU. (gov.br)

Quando a situação é uma emergência?

Se a pessoa afirma que pretende se matar, existe perigo imediato ou você acredita que ela pode agir naquele momento, a prioridade muda.

Não deixe a pessoa sozinha.

Procure ajuda de emergência e envolva alguém de confiança que possa participar do cuidado.

Também é recomendado reduzir o acesso a meios potencialmente letais enquanto o atendimento é acionado. (gov.br)

No Brasil, podem ser procurados:

SAMU: 192

UPA 24h

Pronto-socorro ou hospital

Numa situação de risco imediato, não é necessário esperar a pessoa “melhorar um pouco” para buscar ajuda.

E se a pessoa pedir segredo?

Essa situação pode ser difícil.

Quando alguém compartilha algo íntimo, é natural querer preservar a confiança.

Mas, se existe risco de morte, a segurança vem antes do compromisso de manter tudo entre duas pessoas. 

Pode ser necessário procurar um familiar, alguém de confiança ou um serviço de saúde, mesmo que a pessoa inicialmente resista.

Isso não significa espalhar a informação.

Significa envolver somente quem precisa participar para tornar aquela situação mais segura.

Depois da crise, devo continuar em contato?

Sim.

A prevenção não termina quando uma conversa difícil acaba.

O Ministério da Saúde recomenda manter contato e acompanhar como a pessoa está depois daquele momento. (gov.br)

Uma mensagem simples alguns dias depois pode ter valor:

“Como você está hoje?”

“Conseguiu procurar aquele atendimento?”

“Quer que eu vá com você?”

A ideia não é vigiar.

É mostrar que o apoio oferecido não desapareceu assim que a crise saiu do centro da conversa.

Setembro Amarelo: por que falar sobre isso?

10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e integra oficialmente o Calendário da Saúde do Ministério da Saúde. (gov.br)

A campanha de Setembro Amarelo ajuda a ampliar conversas sobre prevenção, mas o cuidado não precisa ficar concentrado em um único mês.

Informação correta pode reduzir alguns dos principais obstáculos diante de uma situação de sofrimento:

o medo de perguntar;

a tentativa de minimizar;

a expectativa de encontrar a frase perfeita;

e a dúvida sobre onde procurar ajuda.

Quem está ao lado não precisa ter todas as respostas.

Precisa saber reconhecer quando é hora de ouvir, permanecer próximo e buscar apoio.

Onde buscar ajuda?

CVV, Centro de Valorização da Vida

O CVV oferece apoio emocional de forma gratuita e sigilosa.

Telefone: 188

O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias. (cvv.org.br)

Também existem opções de atendimento pelo site do CVV.

SUS

A pessoa também pode procurar:

  • Unidade Básica de Saúde;
  • CAPS;
  • UPA 24h;
  • pronto-socorro;
  • hospitais.

Em risco imediato

SAMU: 192

Não deixe a pessoa sozinha e procure atendimento de urgência.

O que realmente ajuda quando alguém diz que não aguenta mais?

Não existe uma pergunta capaz de prever todos os casos e não existe uma resposta pronta capaz de resolver uma crise.

Mas algumas atitudes são importantes:

levar a fala a sério;

perguntar diretamente quando houver preocupação;

ouvir sem julgamento;

não minimizar nem comparar o sofrimento;

incentivar a busca por um profissional;

acompanhar a pessoa até o atendimento quando possível;

e agir rapidamente quando houver risco imediato.

Perguntar sobre suicídio não cria a ideia.

Ignorar o sofrimento também não faz com que ele desapareça.

No Setembro Amarelo e durante todo o ano, uma conversa responsável pode ser parte de uma rede maior de cuidado.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Suicídio, prevenção. Orientações sobre sinais de alerta, abordagem, suporte e situações de risco imediato. Acessar a orientação oficial
  2. Ministério da Saúde. Ações para prevenção do suicídio e Rede de Atenção Psicossocial. Atualizado em julho de 2026. Acessar as informações sobre a rede de cuidado
  3. Ministério da Saúde. Calendário da Saúde, setembro. Atualizado em maio de 2026. Acessar o calendário oficial
  4. World Health Organization. Suicide, Questions and Answers. Orientações sobre como conversar com uma pessoa que pode estar pensando em suicídio. Acessar a orientação da OMS
  5. Centro de Valorização da Vida, CVV. Acolher para cuidar. Informações sobre apoio emocional e atendimento pelo 188. Acessar o CVV

Hepatites Virais: conheça os tipos, seus sintomas, formas de prevenção e exames para diagnóstico

As hepatites virais são doenças infecciosas que provocam inflamação no fígado e podem comprometer o funcionamento desse importante órgão. Em muitos casos, a infecção evolui de forma silenciosa, sem apresentar sintomas por meses ou até anos, aumentando o risco de complicações como cirrose e câncer hepático. 

De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024, foram confirmados mais de 826 mil casos de hepatites virais no Brasil. Desse total, 41,5% corresponderam à hepatite C e 36,6% à hepatite B, demonstrando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção. 

Embora sejam agrupadas sob o mesmo nome, as hepatites A, B, C, D e E possuem formas de transmissão, evolução e prevenção diferentes.

O que são as hepatites virais?

As hepatites virais são infecções causadas por diferentes vírus que têm em comum a capacidade de atingir o fígado. Dependendo do tipo viral, a doença pode apresentar um quadro agudo, com recuperação completa, ou evoluir para formas crônicas, capazes de causar danos permanentes ao órgão. 

Um dos principais desafios dessas doenças é que muitas pessoas convivem com a infecção sem saber, especialmente nos casos das hepatites B e C. 

Quais são os sintomas?

Nem todas as pessoas infectadas apresentam sintomas. Quando eles surgem, podem incluir:

  • Cansaço excessivo;
  • Febre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Falta de apetite;
  • Dor abdominal;
  • Pele e olhos amarelados (icterícia);
  • Urina escura;
  • Fezes claras;
  • Coceira pelo corpo.

Nas hepatites B e C, é comum que a infecção permaneça silenciosa por anos, sendo descoberta apenas por exames laboratoriais de rotina. 

Hepatite A

Como ocorre a transmissão?

A hepatite A é transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo o vírus, estando fortemente associada a condições inadequadas de saneamento e higiene. 

A doença pode se tornar crônica?

Não. A hepatite A geralmente apresenta evolução aguda e não evolui para infecção crônica.

  • Como prevenir:
  • Vacinação;
  • Higienização adequada das mãos;
  • Consumo de água tratada;
  • Cuidados com a manipulação dos alimentos;
  • Melhorias nas condições de saneamento básico.

Exames utilizados:

  • Anti-HAV IgM;
  • Anti-HAV Total.

Hepatite B

Como ocorre a transmissão?

A transmissão acontece pelo contato com sangue contaminado e fluidos corporais, incluindo:

  • Relações sexuais desprotegidas;
  • Compartilhamento de objetos perfurocortantes;
  • Transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou parto;
  • Exposição ocupacional a sangue contaminado.


Por que merece atenção?

A hepatite B pode se tornar crônica e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ela é responsável pela maior parte das mortes relacionadas às hepatites virais no mundo.

Como prevenir?

  • Vacinação;
  • Uso de preservativos;
  • Não compartilhamento de agulhas, seringas ou objetos cortantes;
  • Triagem adequada de sangue e hemoderivados.

Exames utilizados:

  • HBsAg;
  • Anti-HBs;
  • Anti-HBc total;
  • Anti-HBc IgM;
  • HBeAg;
  • Carga viral para HBV (quando indicada).


Hepatite C

Como ocorre a transmissão?

A principal forma de transmissão é o contato com sangue contaminado. Atualmente, os casos estão mais relacionados a:

  • Compartilhamento de seringas;
  • Materiais não esterilizados;
  • Procedimentos invasivos sem controle adequado;
  • Exposição ocupacional.

Por que ela é considerada uma preocupação de saúde pública?

A hepatite C é a mais frequente entre os casos crônicos registrados no Brasil e pode permanecer assintomática por décadas. Quando não diagnosticada e tratada, pode evoluir para cirrose e câncer hepático. 

Como prevenir?

Atualmente não existe vacina contra a hepatite C. A prevenção depende principalmente da redução da exposição ao sangue contaminado.

Exames utilizados:

  • Anti-HCV;
  • HCV-RNA (PCR para hepatite C);
  • Exames de função hepática.


Hepatite D

Como ocorre a transmissão?

A hepatite D é causada pelo vírus Delta e possui uma característica importante: ela só infecta pessoas que já possuem hepatite B.

A transmissão ocorre pelas mesmas vias da hepatite B:

  • Sangue contaminado;
  • Relações sexuais desprotegidas;
  • Transmissão vertical.

Onde ela é mais comum?

Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte dos casos brasileiros concentra-se na região Norte, especialmente na Amazônia.

Como prevenir:

A melhor forma de prevenção é a vacinação contra a hepatite B, uma vez que, sem a infecção pelo vírus B, a hepatite D não consegue se estabelecer.

Exames utilizados:

  • Anti-HDV;
  • HDV-RNA;
  • Marcadores para hepatite B.

Hepatite E

Como ocorre a transmissão?

Assim como a hepatite A, a hepatite E está relacionada principalmente ao consumo de água e alimentos contaminados.

No Brasil, os casos são considerados raros quando comparados aos demais tipos virais.

Como prevenir:

  • Consumo de água potável;
  • Higiene alimentar;
  • Saneamento adequado.

Exames utilizados:

  • Anti-HEV IgM;
  • Anti-HEV IgG;
  • Pesquisa molecular, quando indicada.

A importância dos exames laboratoriais

Além dos testes específicos para cada tipo de hepatite, exames laboratoriais podem auxiliar na avaliação do funcionamento do fígado e no acompanhamento da doença.

Entre eles estão:

  • TGO (AST);
  • TGP (ALT);
  • Gama GT;
  • Fosfatase alcalina;
  • Bilirrubinas;
  • Albumina;
  • Tempo de protrombina.

Esses exames ajudam a identificar sinais de inflamação hepática e a monitorar possíveis complicações.

Diagnóstico precoce faz a diferença

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública, mas muitas de suas complicações podem ser evitadas por meio da prevenção, vacinação (quando disponível) e diagnóstico precoce.

Como várias dessas infecções podem permanecer silenciosas por longos períodos, os exames laboratoriais desempenham um papel fundamental na identificação da doença antes do surgimento de danos mais graves ao fígado.

Por isso, manter os exames em dia e seguir as orientações médicas são atitudes essenciais para proteger a saúde hepática e garantir mais qualidade de vida.

Conte com o Laboratório Cevallos para cuidar de você.

Obesidade Mórbida Infantil: um problema que vai além do peso

A obesidade infantil tem se tornado uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil e no mundo. Mais do que uma questão estética, trata-se de uma condição complexa que pode comprometer o desenvolvimento físico, emocional e metabólico das crianças, aumentando o risco de doenças ainda na infância e ao longo da vida adulta. 

Quando o excesso de peso atinge níveis mais graves, caracterizando a obesidade mórbida, os riscos à saúde tornam-se ainda maiores. Muitas vezes, alterações importantes já estão acontecendo no organismo sem que a criança apresente sintomas evidentes. Nesse cenário, os exames laboratoriais podem desempenhar um papel fundamental na identificação precoce de complicações. 

O que é a obesidade mórbida infantil?

A obesidade infantil ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de prejudicar a saúde da criança. O diagnóstico não é feito apenas pelo peso, mas por meio da avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC) em relação à idade e ao sexo. 

Nos casos mais graves, quando o excesso de gordura ultrapassa níveis considerados severos, pode-se caracterizar a obesidade mórbida, condição associada a um risco significativamente maior de desenvolver doenças metabólicas, cardiovasculares e hormonais. 

Um problema crescente no Brasil

De acordo com o Atlas da Obesidade Infantil, publicado pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 3 em cada 10 crianças brasileiras entre 5 e 9 anos apresentam excesso de peso. O documento também alerta que o Brasil pode ocupar uma das primeiras posições mundiais em número de crianças e adolescentes com obesidade até 2030, caso medidas efetivas não sejam adotadas.

Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), divulgados pelo Ministério da Saúde, mostraram que mais de 340 mil crianças brasileiras entre 5 e 10 anos acompanhadas pelo SUS já apresentavam obesidade.

Especialistas consideram esse cenário preocupante porque crianças com obesidade têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos, aumentando o risco de doenças crônicas ao longo da vida.

Quais são as principais causas?


A obesidade mórbida infantil raramente possui uma única causa. Na maioria dos casos, ela resulta da combinação de diversos fatores.

Entre os principais estão:

Alimentação inadequada

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, salgadinhos, biscoitos recheados e fast food contribui para o excesso de calorias e o baixo aporte nutricional.

Sedentarismo

O aumento do tempo de tela e a redução das atividades físicas favorecem o ganho de peso e dificultam o equilíbrio energético.

Fatores genéticos e familiares

O histórico familiar pode influenciar tanto a predisposição genética quanto os hábitos alimentares e comportamentais da criança.

Aspectos emocionais

Ansiedade, estresse, dificuldades emocionais e uso da alimentação como forma de conforto também podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade.

Ambiente e estilo de vida

A disponibilidade de alimentos ultraprocessados, a publicidade direcionada ao público infantil e a falta de espaços adequados para atividade física são fatores que favorecem o aumento dos casos.

Alterações silenciosas que podem ocorrer na infância

Um dos maiores desafios da obesidade infantil é que muitas complicações podem surgir de forma silenciosa.

Mesmo sem apresentar sintomas, a criança pode desenvolver:

  • Resistência à insulina;
  • Alterações na glicose;
  • Colesterol elevado;
  • Triglicerídeos aumentados;
  • Inflamação crônica de baixo grau;
  • Alterações hepáticas, como a esteatose hepática (gordura no fígado);
  • Hipertensão arterial;
  • Alterações hormonais e metabólicas.

Por isso, a investigação laboratorial pode ser uma importante aliada no acompanhamento da saúde infantil.

Quais exames podem ajudar na avaliação?

A solicitação dos exames deve sempre ser feita por um profissional de saúde, considerando a idade, o histórico clínico e as necessidades de cada criança.

Entre os exames que podem auxiliar na identificação de alterações associadas à obesidade infantil, destacam-se:

Glicemia de jejum

Ajuda a avaliar os níveis de açúcar no sangue e a identificar alterações relacionadas ao metabolismo da glicose.

Insulina

Pode auxiliar na investigação da resistência à insulina, condição frequentemente associada ao excesso de peso.

Hemoglobina glicada (HbA1c)

Permite avaliar o comportamento da glicose nos últimos meses.

Perfil lipídico

Inclui exames como:

  • Colesterol total;
  • HDL (colesterol “bom”);
  • LDL (colesterol “ruim”);
  • Triglicerídeos.

Esses marcadores ajudam a identificar fatores de risco cardiovascular.

Enzimas hepáticas

Exames como TGO e TGP podem auxiliar na investigação de alterações no fígado relacionadas ao acúmulo de gordura hepática.

PCR (Proteína C Reativa)

Pode contribuir para a avaliação de processos inflamatórios presentes no organismo.

Função tireoidiana

Exames como TSH e T4 livre podem ser solicitados quando há suspeita de alterações hormonais associadas ao ganho de peso.

A importância da prevenção e do acompanhamento

A obesidade mórbida infantil é uma condição séria, mas que pode ser enfrentada com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida.

O monitoramento da saúde da criança não deve se limitar ao peso observado na balança. Em muitos casos, exames laboratoriais permitem identificar alterações metabólicas antes que elas provoquem sintomas ou evoluam para problemas mais graves.

Por isso, o acompanhamento médico e laboratorial é uma ferramenta importante para promover mais saúde, qualidade de vida e bem-estar durante a infância e nas fases futuras da vida.

Conte com o Laboratório Cevallos para cuidar da saúde do seu filho desde a infância.


Por que sua mãe não deve mais adiar o check-up

Existe uma ideia silenciosa (e muito presente na vida de muitas mães), de que cuidar de si mesma é quase um luxo. Só que o corpo não deixa de precisar de atenção depois da maternidade. Pelo contrário.

Depois da maternidade, o corpo passa por mudanças físicas, hormonais e emocionais importantes, e muitas delas continuam mesmo anos após o nascimento dos filhos. Por isso, manter os exames em dia não é apenas uma questão de prevenção: é uma forma de cuidado consigo mesma.

Muitas vezes, o que parece apenas desgaste da rotina pode esconder alterações importantes de saúde.

Fadiga excessiva, queda de cabelo, alterações de humor, dores frequentes, insônia e indisposição constante podem estar relacionadas a anemia, deficiência de vitaminas, alterações hormonais, glicemia elevada ou problemas na tireoide.

Exames merecem atenção especial depois da maternidade

Alguns exames são essenciais para o acompanhamento da saúde, mas se tornam ainda mais importantes após a maternidade. São eles:

Hemograma completo

Um dos exames mais importantes para avaliação geral da saúde.

Ajuda a identificar anemias, infecções e alterações inflamatórias que podem causar cansaço, fraqueza e baixa disposição.

Ferro, ferritina e vitamina B12

A deficiência desses nutrientes é muito comum em mulheres, especialmente após a gestação e o período de amamentação.

Os sintomas podem incluir:

  • Exaustão;
  • Tontura;
  • Queda de cabelo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Sensação constante de fraqueza.

Vitamina D

Importante para imunidade, saúde óssea, força muscular e até bem-estar emocional.

Níveis baixos podem contribuir para fadiga e dores no corpo.

Exames hormonais e tireoidianos

A maternidade e as mudanças hormonais femininas podem impactar diretamente o funcionamento da tireoide e dos hormônios reprodutivos.

Alterações hormonais podem estar relacionadas a:

  • Alterações menstruais;
  • Ganho de peso;
  • Ansiedade;
  • Oscilação de humor;
  • Cansaço persistente;
  • Queda capilar.

Glicemia e hemoglobina glicada

Essenciais para acompanhar a saúde metabólica, especialmente em mulheres que tiveram diabetes gestacional ou possuem histórico familiar de diabetes.

Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos)

A saúde cardiovascular feminina também precisa de atenção ao longo dos anos.

O acompanhamento ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, hipertensão e alterações metabólicas.

Cuidar de si mesma também é uma forma de cuidado!

Para cuidar dos outros, você também precisa estar saudável.  O autocuidado também é uma forma de garantir qualidade de vida e bem-estar para viver longos anos ao lado dos seus filhos e das pessoas que você ama!

Consulte seu médico e venha realizar seu check-up no Cevallos.

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